McDonald’s mais próxima da cultura chinesa

eatery1_rsLuzes penduradas em cestos de bambu e um ábaco gigante a servir de divisória entre dois espaços. São dois dos elementos que fazem parte da cultura chinesa que foram usados na decoração do mais recente restaurante McDonald’s aberto em Guangzhou, na China. A ideia da marca é que se posicione como um espaço mais aspiracional para conquistar os clientes de classes mais elevadas. Mas há mais: uma mesa redonda que permite sentar, em simultâneo, 10 pessoas. Um claro simbolismo, entre os chineses, de união. Em linha, claro, com o novo slogan da cadeia de restaurantes que na China é “It’s good to get together.”

Aliás as mensagens de união têm vindo a ser passadas de forma massiva. A empresa comprou, inclusive, três minutos consecutivos de publicidade depois das notícias da noite da CCTV na passada sexta-feira. O valor do investimento não foi, no entanto, revelado.

«As nossas pesquisas dizem-nos que na China, os consumidores vêem a McDonald como um lugar de encontro e de socialização. E isso é muito diferente do consumidor dos EUA», garantiu à AdAge Christine Xu, vice-presidente e directora de marketing da McDonald China.

A multinacional está a tentar novas abordagens, segundo a AdAge, para atrair os consumidores chineses numa altura em que se prepara para abrir o seu restaurante número 2.000 na China, agora o terceiro mercado mais importante a nível mundial para a cadeia de fast-food, logo a seguir aos EUA e ao Japão.

Mas o crescimento económico está a abrandar e a McDonald’s procura ajustar-se aos gostos dos consumidores enquanto enfrenta a acérrima concorrência. Facto é que as vendas comparadas (tendo em conta o mesmo número de lojas) tiveram uma quebra, garante a AdAge. No entanto o ritmo de abertura de novos restaurantes está longe de abrandar. Em 2013, na China, foram abertos 275 novos espaços e para este anos está previsto chegarem a mais 300.

O conceito implementado no restaurante de Guangzhou poderá inclusive vir a ser expandida para outros espaços na China ou mesmo em outros mercados como a India, mas com elementos referentes a cada um desses mercados.

Uma estratégia que tem vindo a ser seguida por outras multinacionais, como a Starbucks e a KFC que têm vindo a adaptar ora os produtos ora os espaços aos mercados em que se encontram.

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