Mark Zuckerberg quebra silêncio e promete corrigir erros

Mark Zuckerberg partilhou, finalmente, a posição do Facebook relativamente à polémica relacionada com a Cambridge Analytica: «Temos a responsabilidade de proteger os vossos dados e se não o conseguimos fazer, então, não vos merecemos servir. Tenho trabalhado para compreender exactamente o que aconteceu e como garantir que não volta a acontecer.»

Resumidamente, o Facebook está a ser acusado de ter partilhado informações sobre os seus utilizadores sem a sua autorização. Mark Zuckerberg garante que os dados foram partilhados por Aleksandr Kogan, responsável pela criação de um quizz em forma de app, com a Cambridge Analytica sem que tivesse o direito de o fazer. O incumprimento estaria por isso do lado de Aleksandr Kogan.

Ainda assim, o Facebook não se demite completamente de parte da culpa: «Esta foi uma quebra de confiança entre Kogan, Cambdrige Analytica e o Facebook. Mas foi também uma quebra de confiança entre o Facebook e as pessoas que partilham os seus dados connosco e que esperam que nós os protejamos. Precisamos de corrigir isso.»

O caminho passa, então, por investigar todas as aplicações que tiveram acesso a grandes quantidades de informação antes de o Facebook ter alterado a sua política – até 2014, os utilizadores podiam partilhar informações também dos seus amigos com as apps em que faziam login. A rede social compromete-se a banir todos os programadores que tenham abusado da utilização de informações alheias.

O Facebook irá também remover o acesso dos programadores a dados dos utilizadores caso estes não tenham usado as aplicações nos últimos três meses. Além disso, a quantidade de dados fornecidos quando se faz o registo numa aplicação será reduzida para nome, foto de perfil e endereço de email.

Para garantir que os utilizadores estão mais informados do que hoje, o Facebook vai adicionar no topo do feed de notícias, no próximo mês, uma ferramenta que permite conhecer todas as aplicações com sessão iniciada na rede social. Esta funcionalidade já existe mas está mais escondida, nas definições de segurança da conta.

Eleições mexicanas

A investigação dos jornais The New York Times e The Observer que revelou o acesso indevido a dados pessoais por parte da Cambridge Analytica aponta para a utilização dos mesmos tendo em vista a influência da opinião pública nas eleições norte-americanas de 2016. Perante tais acusações, o Facebook quer garantir que não estará de novo envolvido em polémicas destas.

Nesse sentido, a rede social tem em marcha um plano que visa prevenir o aparecimento de notícias falsas durante a campanha presidencial do México. De acordo com a Bloomberg, o Facebook ocupou páginas inteiras de jornais mexicanos com anúncios em que dá dicas para detectar este tipo de conteúdos prejudiciais.

Verificar a fonte e observar com cuidado o URL da notícia são apenas dois dos conselhos deixados pelo Facebook aos cidadãos.

 

O apelo do WhatsApp

Brian Acton, co-fundador do WhatsApp, apela a um boicote ao Facebook: “É tempo. #deletefacebook”, escreve o responsável na sua conta de Twitter, incentivando os milhões de utilizadores da rede social a eliminarem os seus perfis. Recorde-se que o WhatsApp foi vendido ao Facebook há quatro anos.

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