Marcas com Marca. Viúva Lamego: Queremos valorizar o produto e continuar a alimentar a Arte

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01/07/2025
18:00
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Marcas com Marca. Viúva Lamego: Queremos valorizar o produto e continuar a alimentar a Arte

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M.ª João Vieira Pinto

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Contar a história da Viuva Lamego é como contar a história do azulejo português, ou não fossem 175 anos a forrar casas e obras públicas, e outros tantos a apoiar a Arte e os artistas portugueses.

Gonçalo Conceição, CEO da marca que comprou há oito anos e que tem vindo a recuperar, depois de um forte crescimento ao longo de anos e de uma entrada em crise no início do século XXI, como recorda.

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De resto, em causa está um empresa que começou por fazer bilhas de barro para transporte de água, que no século XX começa a fazer azulejos e a exportar para o Brasil, sendo que desde essa altura que já havia uma forte ligação da empresa com a Arte. Nos pós-guerra, nomes como Querubim Lapa ou Manuel Cargaleiro fazem ali as suas residências, e por ali ficam, reforçando mais ainda a ligação da Viúva Lamego às Artes. Os anos seguintes foram de desenvolvimento interno e a nível internacional, até tudo «se começar a esfumar e a entrar em crise», lembra.

«Passou por várias empresas até ser comprada pelo Grupo Prebuilt. Quando este entra em insolvência, tive a sorte de estar na hora certa no sítio certo», recorda Gonçalo Conceição que hoje reconhece ser «fiel depositário da marca.»

Para o responsável, ao longo destes quase 200 anos, «o mais relevante é a ligação aos artistas e à Arte pública. Há uma mística em torno do nome Viúva Lamego… hoje dizemos que não fazemos azulejos, fazemos Viúva Lamego.»

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E, um dia, a sair, apenas gostava de olhar para trás e ver «uma marca estabilizada, com recursos humanos adaptados aos desafios que tem, com uma fabrica aberta ao publico, um acervo histórico que seja digno das pessoas se deslocarem para o visitar. O meu sonho é que a fábrica e a marca perdurem, preservando o legado e salvaguardando o futuro!»

Mais histórias e projectos da Viúva Lamego no podcast Marcas com Marca, em marketeer.sapo.pt, spotify e Youtube.

*A jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico




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