“Mais do que comunicar, procuramos contribuir para uma sociedade mais informada”, Maria do Mar Collares Pereira, gestora de comunicação e marca The Navigator Company

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Sandra M. Pinto
09/06/2026
11:59
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Sandra M. Pinto
09/06/2026
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A The Navigator Company volta a reforçar a ligação entre cultura e sustentabilidade com a iniciativa “Vamos Plantar Livros”, presente na Feira do Livro de Lisboa, que em 2026 regista um crescimento de 25% e reforça a ambição de impacto ambiental do projeto. A ação, que transforma livros adquiridos em árvores plantadas em território nacional, tem vindo a consolidar-se como um dos exemplos mais visíveis da estratégia da marca na promoção da literacia florestal e da valorização da floresta enquanto recurso renovável. Com a meta de chegar às 8.750 árvores plantadas nesta edição, a iniciativa traduz-se num modelo de participação simples e simbólico, mas com impacto mensurável, aproximando o público urbano da realidade da gestão florestal sustentável. Em paralelo, a Navigator tem vindo a reforçar a componente educativa do projeto através de programas como “Dá a Mão à Floresta”, dirigidos a crianças e famílias, e de parcerias com a APEL, que têm permitido ampliar o alcance e a maturidade da iniciativa ao longo dos anos.

Por Sandra M. Pinto

É neste contexto de crescimento, consolidação e reforço do engagement com diferentes públicos que a revista Marketeer falou com Maria do Mar Collares Pereira, Gestora de Comunicação e Marca da The Navigator Company, para perceber o impacto da iniciativa, a evolução da sua estratégia e o papel da marca na interseção entre cultura, educação e sustentabilidade.

O que representa para a The Navigator Company o crescimento de 25% da iniciativa “Vamos Plantar Livros” em 2026?
O crescimento de 25% da iniciativa “Vamos Plantar Livros” confirma a forte adesão do público da Feira do Livro de Lisboa e a consolidação de um projeto que liga cultura e sustentabilidade de forma clara e eficaz. É um sinal claro de que as pessoas se identificam com este conceito – transformar livros em árvores – e de que estamos a aumentar o impacto positivo na floresta portuguesa. Na edição anterior ultrapassámos a meta inicial e chegámos à plantação de 7.347 árvores, o que nos levou a reforçar a ambição para 2026, com um objetivo de 8.750 árvores. Mais do que os números, este crescimento é também a prova de que um gesto simbólico e quotidiano, como comprar um livro, pode traduzir-se num contributo concreto para a reflorestação e valorização da floresta enquanto recurso renovável e central numa bioeconomia sustentável.

De que forma esta ligação entre a compra de livros e a plantação de árvores reforça o posicionamento da marca na área da sustentabilidade?
Esta iniciativa é, acima de tudo, uma oportunidade de sensibilização para o valor da floresta e para o que está por detrás de algo tão comum como um livro. Quando lemos um livro ou usamos uma folha de papel, raramente pensamos na complexidade do processo. No entanto, o papel resulta de uma cadeia que começa na floresta e integra conhecimento científico, gestão sustentável e um processo industrial sofisticado. A produção de livros assenta em florestas plantadas e geridas de forma responsável, que são renováveis e essenciais para garantir este ciclo sustentável.
Ao associar diretamente a compra de um livro à plantação de uma árvore, tornamos esse ciclo mais visível e aproximamos as pessoas dessa realidade. Mais do que simbólica, esta ligação mostra de forma clara e prática o modelo da Navigator: baseado em florestas plantadas, renováveis e geridas de forma responsável.

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Como é medido o impacto real desta iniciativa em termos ambientais e de reflorestação em Portugal?
O impacto é medido de forma direta e mensurável, através do número de árvores associadas aos livros vendidos, garantindo uma ligação concreta entre a participação do público e a plantação efetiva em território nacional. Este processo segue uma lógica de gestão florestal sustentável, assegurando não só a plantação, mas também o acompanhamento ao longo do tempo.

Que fatores contribuíram para ultrapassar a meta das 7.000 árvores na edição anterior?
A forte adesão do público à Feira do Livro de Lisboa foi o principal fator, num contexto de crescente sensibilização para as questões ambientais. A proposta – simples e intuitiva – de associar a compra de livros à plantação de árvores foi facilmente compreendida e bem recebida, facilitando o envolvimento dos visitantes. Esse alinhamento entre participação cultural e impacto ambiental traduziu-se diretamente no resultado alcançado.

Como é que a parceria com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros evoluiu ao longo das diferentes edições da iniciativa?
A parceria com a APEL tem evoluído de forma consistente, tornando-se mais estruturada e com maior capacidade de alcance em cada edição. Hoje, traduz-se numa colaboração mais madura, que permite dar escala e continuidade ao projeto. Mais do que uma iniciativa isolada, o “Vamos Plantar Livros” integra-se numa presença contínua da Navigator na Feira do Livro de Lisboa, onde temos vindo a desenvolver várias ações focadas na proximidade com o público e na partilha de conhecimento.
Um exemplo disso foi o lançamento do livro “Conhecer o Eucalipto” (atualmente renomeado de “Eucalipto – História, Território e Conhecimento”, disponível aqui), na edição anterior da Feira do Livro de Lisboa, que reforça o nosso compromisso com a literacia sobre a floresta, promovendo uma abordagem informada e acessível sobre estes temas.

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De que forma a presença na Feira do Livro de Lisboa ajuda a sensibilizar diferentes públicos para a importância da floresta?
A Feira do Livro de Lisboa permite-nos chegar a públicos muito diversos num contexto particularmente favorável à descoberta e ao diálogo, permitindo passar a mensagem com próxima e acessível e ligando a leitura à importância da floresta e da sustentabilidade no dia a dia. Este ambiente facilita a comunicação de temas complexos, tornando mais evidente a ligação entre a leitura, o papel e a floresta, sobretudo junto de públicos urbanos, menos próximos desta realidade.
Ao complementar iniciativas como o “Vamos Plantar Livros” com conteúdos de divulgação e atividades dirigidas a várias idades, conseguimos tornar estes temas mais próximos e relevantes, ligando-os a experiências concretas, como a leitura.

Que papel desempenham as atividades do projeto “Dá a Mão à Floresta” na educação ambiental das crianças e famílias?
O “Dá a Mão à Floresta” é um projeto de educação ambiental da Navigator dirigido sobretudo a crianças e famílias, que promove a importância da floresta e dos recursos naturais de forma prática e acessível.
No âmbito desta iniciativa – e também em articulação com o projeto Biodiversidade.com.pt e com a Floresta do Saber – trabalhamos temas como biodiversidade, sustentabilidade e gestão florestal através de uma linguagem simples e envolvente, transformando estes conteúdos em experiências divertidas e próximas do dia a dia. O objetivo é criar uma ligação mais direta com a natureza e estimular comportamentos mais conscientes.
Esta visão integra-se numa abordagem mais ampla da Navigator, que aposta na partilha de conhecimento e na promoção de uma relação mais informada com a floresta, através de projetos dirigidos a diferentes públicos – como o Dá a Mão à Floresta, para os mais novos, ou o My Planet, dedicado ao público adulto. É através destes projetos que levamos a diferentes públicos temas como a sustentabilidade e a bioeconomia.

Como é que iniciativas como a Hora do Conto ou os jogos pedagógicos contribuem para aproximar a sustentabilidade do público mais jovem?
Através da brincadeira e do storytelling conseguimos simplificar temas que, de outra forma, poderiam parecer abstratos. No caso da Hora do Conto, as histórias são centradas nas mascotes do “Dá a Mão à Floresta” e nas suas aventuras a descobrir a floresta e a cuidar dos animais, o que ajuda a criar identificação e envolvimento por parte das crianças. Já os jogos pedagógicos reforçam a aprendizagem através de interação, tornando a experiência mais dinâmica e memorável e promovendo uma relação mais natural com conceitos como biodiversidade e sustentabilidade.
Ao aprender de forma lúdica, as crianças não só compreendem melhor estes temas, como tendem a incorporar comportamentos mais conscientes no dia a dia, assumindo um papel mais ativo na valorização da floresta.

Que importância tem a articulação entre cultura, educação e ambiente na estratégia de comunicação da Navigator?
A articulação entre cultura, educação e ambiente é central na estratégia da Navigator, porque traduz a forma como vemos o nosso papel na sociedade: não apenas como empresa, mas como agente de partilha de conhecimento e valorização da floresta.
Nesse sentido, ao longo dos anos, a Navigator tem investido em iniciativas em contextos culturais e educativos – como parcerias com entidades culturais, a participação na Feira do Livro de Lisboa ou projetos de literacia ambiental – que permitem aproximar a sustentabilidade do dia a dia das pessoas.
O objetivo é tornar temas complexos mais acessíveis e relevantes para diferentes públicos, do público mais jovem aos adultos. Mais do que comunicar, procuramos contribuir para uma sociedade mais informada, promovendo uma relação mais consciente com a floresta e o uso responsável dos recursos naturais.

Que objetivos estão definidos para o futuro do “Vamos Plantar Livros” e de que forma a iniciativa poderá continuar a crescer nos próximos anos?
O objetivo é continuar a crescer de forma sustentada, aumentando o número de árvores plantadas e o alcance da iniciativa. Queremos também reforçar a componente educativa e as parcerias, ampliando o impacto do projeto. Em breve teremos mais novidades para partilhar.

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De que forma esta iniciativa contribui para reforçar o posicionamento da marca The Navigator Company enquanto referência em sustentabilidade e gestão florestal responsável?
A sustentabilidade faz parte da identidade da Navigator e do seu negócio desde a origem – da sua relação com a floresta à aposta em investigação e desenvolvimento, bem como à forma como gere os recursos naturais. Acreditamos que só há sustentabilidade no longo prazo se houver criação de valor, rentabilidade e capacidade de reinvestimento. É neste contexto que o “Vamos Plantar Livros” contribui para reforçar o nosso posicionamento enquanto referência em sustentabilidade e gestão florestal responsável. A iniciativa torna visível aquilo que fazemos todos os dias: gerir a floresta de forma responsável. Ao envolver diretamente o público, reforçamos essa ligação e damos mais consistência ao nosso posicionamento.

Que papel desempenha este tipo de ativação em eventos culturais como a Feira do Livro na estratégia de marketing e notoriedade da marca junto do público?
Mais do que uma ativação de marca, este projeto aproxima as pessoas de temas essenciais como a leitura, a sustentabilidade, a floresta e a utilização responsável dos recursos naturais, num contexto positivo e relevante. Ao estarmos associados à cultura e à sustentabilidade, reforçamos naturalmente a notoriedade da marca, em linha com os nossos valores.
O “Vamos Plantar Livros” mostra que uma iniciativa cultural pode ir além da promoção da leitura e gerar impacto ambiental concreto. Ao transformar livros vendidos em árvores plantadas, tornamos mais visível a origem natural do papel e ajudamos a reforçar a importância da gestão florestal responsável, da reflorestação e da valorização de recursos renováveis.
Este tipo de projetos é também essencial para promover literacia florestal. Iniciativas como esta ajudam a explicar que o papel pode fazer parte de uma cadeia de valor sustentável quando tem origem em florestas plantadas e geridas de forma responsável, e que a floresta, quando bem gerida, contribui para a biodiversidade, para a fixação de carbono, para a proteção do solo e para a valorização do território.






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