Lucros do The New York Times afundam 93%

The NY TimesO grupo de media norte-americano The New York Times, que detém, entre outras publicações, o jornal homónimo, anunciou um resultado líquido consolidado de 3,14 milhões de dólares (cerca de 2,42 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2013, menos 92,6% em relação aos 42,1 milhões de dólares (32,4 milhões de euros) acumulados no período homólogo do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2012, os resultados do grupo foram impulsionadas pela venda de participações na equipa de baseball Boston Red Sox, o que ajuda a explica a quebra agora verificada.

Entre Janeiro e Março, as receitas globais do Grupo The New York Times deslizaram 2% para 465,9 milhões de dólares (358,4 milhões de euros). As receitas publicitárias recuaram 11,2%, para 191 milhões de dólares (146,9 milhões de euros), incluindo uma quebra de 13,3% em publicidade na edição impressa e 4% no digital.

Em contrapartida, o grupo aumentou, em média, as receitas de circulação em 6,5%, para 241,7 milhões de dólares (185,9 milhões de euros), um resultado que foi dinamizado sobretudo pelo aumento de 45% do número de assinantes digitais do The New York Times e do The Boston Globe. O lucro operacional do grupo cresceu 81% para 22,87 milhões de dólares (17,6 milhões de euros).

Ao apresentar os resultados do primeiro trimestre, Mark Thompson, presidente do grupo, anunciou ainda novas medidas que têm como objectivo reanimar os lucros da principal publicação do grupo, o The New York Times. O plano prevê o lançamento de uma «nova fase de produtos para a edição digital do [The New York] Times, uma expansão internacional sob a nova marca unificada [International New York Times] e um renovado ênfase tanto na produção de vídeo como na extensão da marca», afirma Mark Thompson, citado pela agência Efe. Está ainda em estudo uma redução do custo da assinatura digital.

As medidas representam «um primeiro passo importante» para colocar a companhia «no caminho do crescimento sustentável», reitera Mark Thompson, acrescentando que haverá um processo de redução dos custos dentro do grupo sem comprometer a qualidade do jornalismo nos títulos que detém. No primeiro trimestre do ano, os custos operacionais caíram 4,3%.

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