Lucros da Jerónimo Martins crescem 20,8% no primeiro trimestre

pingo_doce_interior11O resultado líquido da Jerónimo Martins aumentou 20,8% para 68,2 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, que compara com os 56,4 milhões de euros arrecadados no período homólogo. O negócio na Polónia, onde actua com a cadeia de supermercados Biedronka, continua a afirmar-se como o grande impulsionador dos resultados do Grupo.

Entre Janeiro e Março, as vendas consolidadas progrediram 8,8% para 2.440 milhões de euros, e o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) avançou 9,2% para 152 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado pela Jerónimo Martins à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A margem EBITDA permaneceu inalterada nos 6,2%.

Os resultados revelam “um sólido início do ano com crescimento de vendas em todos os negócios da Distribuição”, diz no comunicado a Jerónimo Martins. Porém, a empresa admite que a cadeia de supermercados Biedronka, na Polónia, foi a “principal força motriz por detrás do crescimento do Grupo”.

As vendas da Biedronka cresceram 13,1% no primeiro trimestre para 1.511 milhões de euros, enquanto as vendas do Pingo Doce aumentaram apenas 2,1% para 690 milhões de euros. Segundo Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, «a Biedronka, nossa principal prioridade, prossegue com a execução do seu plano de investimento que é fundamental para o êxito da estratégia de liderança da companhia no mercado polaco», onde tem em marcha um plano de alteração de layout das lojas.

A Biedronka absorveu 86% do investimento global da Jerónimo Martins nos primeiros três meses do ano, que totalizou 93 milhões de euros. A empresa espera este ano abrir 250 novas lojas na Polónia, tendo até ao momento inaugurado 37 novas superfícies.

Quanto a Portugal, “após diagnosticar a dificuldade existente entre muitos produtores portugueses em aceder a financiamento” o Pingo Doce anunciou, no início do mês, a antecipação do prazo de pagamento aos fornecedores de produtos perecíveis para 10 dias, contra a média actual de 60 dias. A medida, que tem início em Maio, abrange 402 fornecedores, o que representa cerca de metade dos parceiros da cadeia de supermercados.

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