Live Nation e Ticketmaster declaradas monopólio ilegal: decisão histórica pode mudar a indústria dos concertos

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16/04/2026
17:06
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Live Nation e Ticketmaster declaradas monopólio ilegal: decisão histórica pode mudar a indústria dos concertos

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Um júri federal nos Estados Unidos concluiu que a Live Nation Entertainment e a sua subsidiária Ticketmaster funcionam como um monopólio ilegal no mercado de bilhética e promoção de espetáculos ao vivo, num processo acompanhado ao longo das últimas semanas e que envolve dezenas de estados norte-americanos.

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A decisão foi tomada após vários dias de deliberação num tribunal em Manhattan, onde o júri considerou que a Live Nation detém um controlo dominante sobre a organização de concertos e a venda de bilhetes. Em causa está também a Ticketmaster, descrita como a maior plataforma de bilhética do mundo, acusada de aplicar taxas adicionais aos consumidores, estimadas em cerca de 1,6 euros por bilhete.

Segundo dados apresentados durante o julgamento e divulgados pelo meio especializado Merca2.0, com base em informação da Reuters, Associated Press (AP) e The New York Times (NYT), a Ticketmaster controla cerca de 86% do mercado de venda de bilhetes para concertos e aproximadamente 73% quando se incluem eventos desportivos, enquanto a Live Nation gere centenas de salas e exerce influência direta na contratação de artistas.

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O processo foi movido por 34 estados norte-americanos, que alegam que o grupo opera através de uma estrutura vertical integrada que junta promoção de eventos, gestão de recintos e venda de bilhetes, reduzindo a concorrência e dificultando a entrada de novos operadores no setor.

A Live Nation rejeitou as acusações, defendendo que a sua posição no mercado resulta de eficiência operacional e competitividade. A empresa argumenta que não define os preços finais dos bilhetes, afirmando que essas decisões são tomadas por artistas, promotores e salas de espetáculos.

A defesa insistiu ainda que o grupo atua num mercado altamente competitivo e que o seu crescimento é consequência da procura e não de práticas anticoncorrenciais.

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O caso teve origem numa investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos durante a administração de Joe Biden. Embora tenha existido uma tentativa de acordo parcial, mais de 30 estados recusaram os termos por considerarem as medidas insuficientes e decidiram avançar com a ação judicial.

Durante o julgamento, foram apresentados testemunhos de executivos, economistas e especialistas do setor, bem como mensagens internas da empresa que geraram controvérsia, incluindo comentários críticos sobre consumidores e preços praticados.

A decisão abre agora caminho a uma segunda fase do processo, na qual o juiz irá definir eventuais medidas corretivas. Entre os cenários possíveis estão multas milionárias, alterações estruturais no modelo de negócio, imposição de maior abertura à concorrência e até uma eventual separação entre a Live Nation e a Ticketmaster, hipótese considerada extrema mas já discutida no processo.

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A decisão pode ter impacto significativo no mercado global de eventos, avaliado em milhares de milhões de euros. A Live Nation organiza mais de 55 mil eventos por ano e vende centenas de milhões de bilhetes em todo o mundo, desempenhando um papel central na indústria do entretenimento ao vivo.

 




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