O presidente do conselho de supervisão da Publicis Groupe, Maurice Lévy, defendeu a criação de um fundo europeu de inteligência artificial liderado por França e Alemanha, alertando para a forte dependência das empresas europeias de fornecedores norte-americanos, segundo avançou a Reuters.
A proposta foi apresentada durante a conferência VivaTech, em Paris, onde o responsável sublinhou a necessidade de um mecanismo de investimento à escala europeia, estimado em cerca de 100 mil milhões de euros, para reforçar a competitividade do continente na área da inteligência artificial.
De acordo com a Reuters, Lévy associou esta necessidade ao impacto recente da perda súbita de acesso, por parte de empresas europeias, a modelos avançados da startup norte-americana Anthropic, considerando que este episódio evidenciou a vulnerabilidade do ecossistema europeu.
“Há necessidade de criar um fundo à escala europeia”, afirmou o responsável, citado pela Reuters, comparando a atual dependência a um “interruptor” que pode ser acionado unilateralmente por fornecedores externos.
O presidente do grupo Publicis Groupe destacou ainda que a iniciativa não é inédita, recordando anteriores esforços de cooperação digital entre França e Alemanha, bem como propostas defendidas pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Maurice Lévy alertou que a Europa deve encarar a inteligência artificial como uma prioridade estratégica, uma vez que a dependência de fornecedores estrangeiros pode comprometer a competitividade das empresas e, em alguns casos, colocar em causa a sua sobrevivência.












