Lições para um Mundo Sem Fumo

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19/05/2026
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Como alternativas sem fumo e políticas baseadas na ciência contribuem para reduzir o tabagismo

A Suécia tornou-se o primeiro país do mundo a alcançar oficialmente o estatuto de nação Livre de Fumo, 16 anos antes da meta definida pela União Europeia. O segredo não está em políticas proibicionistas, mas numa abordagem orientada para o risco: integrar alternativas sem fumo e garantir que os cidadãos têm acesso a informação clara para abandonar o cigarro tradicional.

Os números falam por si. Apenas 4,5% dos adultos nascidos na Suécia fumam diariamente. A média europeia ronda os 24% – cinco vezes mais. A incidência de cancro associado ao tabaco é 41% inferior à média europeia, e o país regista a taxa mais baixa de doenças relacionadas com o tabagismo em toda a UE. Para o Dr. Delon Human, líder da Smoke Free Sweden, estes indicadores representam «um marco mundial na história da saúde pública».

Como a Suécia chegou aqui

Nos anos 60, quase metade dos homens suecos fumava. A transformação foi construída ao longo de décadas, assente em três pilares: regulação diferenciada, fiscalidade proporcional e comunicação orientada para o consumidor adulto.

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Produtos como o snus, as bolsas de nicotina e os cigarros eletrónicos foram integrados num enquadramento que valoriza as alternativas com nicotina. Os produtos sem combustão passaram a ser taxados a níveis significativamente mais baixos do que os cigarros tradicionais. O Dr. Anders Milton, antigo presidente da Associação Médica Sueca, resume: esta abordagem permitiu «alinhar o comportamento dos consumidores com o interesse da saúde pública, em vez de os colocar em conflito».

Um dado revelador: adultos que emigraram para a Suécia são, em média, três vezes menos propensos a fumar do que seriam se tivessem ficado nos seus países de origem. O fator determinante não é a cultura, é o contexto regulatório.

Prova de replicabilidade: a Nova Zelândia

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A estratégia sueca não é um caso isolado. A Nova Zelândia, com taxas de tabagismo historicamente elevadas, especialmente entre os Māori, pessoas com baixos rendimentos e pessoas com problemas de saúde mental, obteve resultados semelhantes após adotar políticas de produtos sem fumo.

Entre 2011 e 2023, a percentagem de fumadores diários caiu de 16,4% para 6,8%. Entre os Māori, a taxa desceu de 37,7% para 17,1%. O motor desta transformação foi a normalização do vaping como alternativa reconhecida, apoiada por campanhas como “Vape To Quit” e plataformas como “Vaping Facts”, que explicaram de forma clara as diferenças reais de risco entre fumar e vapear.

O contraste com a Austrália, que optou por políticas restritivas e mantém uma taxa de tabagismo de 10,7%, torna a conclusão inequívoca: limitar o acesso a alternativas sem fumo não acelera a redução do tabagismo. Pode mesmo travá-la.

O Omni™ e o papel da ciência

É neste enquadramento que surge o Omni™, lançado pela British American Tobacco (BAT) em 2024. A plataforma reúne centenas de estudos científicos independentes, investigação própria e exemplos de políticas de redução de danos aplicadas na última década, tornados acessíveis a reguladores, legisladores e autoridades de saúde.

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A BAT conta já com 34,1 milhões de consumidores de produtos sem combustão, que representam 18,2% das suas receitas globais. A meta da empresa para Um Mundo Sem Fumo passa por alcançar os 50 milhões até 2030 e atingir 50% das receitas provenientes de produtos sem combustão até 2035.

O alerta europeu

Enquanto a prova científica aponta numa direção, a política europeia hesita. Uma coligação de 83 especialistas em saúde pública enviou uma carta aberta ao Presidente da Comissão Europeia, manifestando séria preocupação com a revisão da Diretiva de Impostos sobre o Tabaco*. A proposta equipara fiscalmente produtos de nicotina sem combustão aos cigarros tradicionais, o que, alertam os especialistas, pode dificultar a transição para alternativas sem fumo e comprometer os progressos alcançados.

O contexto não poderia ser mais urgente: o tabaco é a principal causa de morte evitável na UE, responsável por cerca de 700 mil mortes prematuras por ano. Atualmente, 26% dos europeus fumam, incluindo 29% dos jovens entre os 15 e os 24 anos.

O futuro já demonstrado

Quando existem alternativas legais e acessíveis, quando a regulação acompanha a ciência e quando a informação ao consumidor é transparente, o tabagismo diminui – e diminui depressa. A Suécia e a Nova Zelândia provaram-no e o Omni™ da BAT existe para que essa evidência chegue a quem tem poder de agir.

Um Mundo Sem Fumo deixou de ser uma hipótese abstrata. Já existe, é mensurável, e foi alcançado por países que escolheram políticas pragmáticas e baseadas em produtos sem combustão. O futuro é replicável.




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