Com mais de um século de história, a Portugália continua a afirmar-se como uma marca icónica da restauração portuguesa, capaz de equilibrar tradição e inovação. Num contexto em que as marcas procuram cada vez mais estar presentes nos momentos de vida dos consumidores, a participação em grandes eventos surge como uma oportunidade estratégica para reforçar ligações e criar experiências memoráveis. É neste enquadramento que a presença da Portugália no Nos Alive ganha particular relevância. Muito mais do que uma ativação pontual, trata-se de um ponto de contacto privilegiado com públicos diversos, especialmente os mais jovens e urbanos, num ambiente marcado pela emoção, partilha e descoberta.
Por Sandra M. Pinto
Nesta entrevista, José Maria Jorge, diretor de Marketing do Grupo Portugália, explica o papel do festival na estratégia da marca, os desafios de levar a experiência de restaurante para um contexto dinâmico como o de um festival de música e a forma como a Portugália continua a reinventar-se sem perder a sua identidade.
Que papel estratégico assume o Nos Alive no ecossistema de comunicação e ativação da Portugália?
O Nos Alive assume um papel relevante na estratégia de comunicação e ativação da marca, permitindo levar a marca para fora do conceito tradicional de restaurante e aproximá-la dos consumidores em momentos de lazer, convívio e partilha.
Enquanto marca com uma forte ligação à cidade de Lisboa e à gastronomia portuguesa, estar presente num dos maiores festivais de música do país permite-nos reforçar a proximidade com diferentes públicos, num ambiente descontraído e emocionalmente muito positivo. Os festivais são momentos em que as pessoas estão naturalmente, com maior pré-disposição para descobrir novas preferências e criar memórias, tornando-se um contexto particularmente relevante para fortalecer a ligação entre a Portugália e os seus consumidores.
De que forma esta presença contribui para reforçar a relevância da marca junto de públicos mais jovens e urbanos?
A presença no Nos Alive permite à Portugália estar perto deste público, num contexto que faz parte do seu território natural de descoberta,
socialização e entretenimento. Para uma marca com mais de um século de história, um dos nossos objetivos é continuar a criar pontos de contacto relevantes com as novas gerações. O festival permite apresentar a Portugália num formato descontraído, rápido e adaptado ao ritmo de consumo destes públicos, sem perder aquilo que distingue a marca: qualidade e os sabores que a caracterizam.
É também neste contexto que surgem os novos lançamentos. Mantendo a ligação aos clássicos da marca, estas propostas permitem trazer mais variedade e uma resposta mais ajustada ao verão, ao ambiente de festival e a um consumo mais informal, reforçando a capacidade da Portugália de se manter atual e próxima de diferentes perfis de consumidor.
De que forma esta ativação ajuda a reforçar os principais atributos da marca Portugália junto dos consumidores?
Esta ativação permite reforçar alguns dos principais atributos da Portugália: a qualidade dos produtos, a ligação a momentos de partilha e o carácter democrático da marca, sendo uma proposta que tenta sempre estar disponível e acessível ao maior número de pessoas possível. A introdução de novas propostas reforça também a capacidade da Portugália de se reinventar, sem perder a sua essência. A marca mantém os seus clássicos, que são parte integrante da sua identidade, mas continua atenta a novas oportunidades e tendências de consumo.
Como trabalha a Portugália a consistência da sua identidade de marca num ambiente tão dinâmico como um festival?
A consistência começa na escolha dos produtos, no cuidado com as questões logísticas e na forma como a marca se apresenta ao consumidor. Mesmo num ambiente mais dinâmico e exigente como um festival, o principal objetivo é garantir que a experiência se mantém nos padrões de exigência e qualidade que se espera da Portugália. Naturalmente, o formato tem de ser adaptado ao contexto. Num festival, o consumidor procura uma experiência mais ágil, prática e informal. O desafio está precisamente em adaptar essa experiência ao nível da oferta disponível sem descaracterizar a marca.
Como foi pensado o equilíbrio entre os clássicos da Portugália e as novidades apresentadas este ano?
O equilíbrio foi pensado para garantir que os sabores mais reconhecidos da Portugália continuam presentes, criando, ao mesmo tempo, espaço para propostas novas, mais ajustadas ao contexto de festival, ao verão e a momentos de consumo mais informais. Os clássicos continuam a ser fundamentais, porque representam os sabores que muitos consumidores já reconhecem e associam à Portugália. São uma âncora de familiaridade e confiança, sobretudo num ambiente onde as pessoas procuram opções práticas e saborosas. As novidades surgem como um complemento natural dessa experiência. Permitem trazer mais variedade, responder a diferentes preferências e perceber, num contexto de grande fluxo e diversidade de públicos, que tipo de propostas gera maior adesão junto dos consumidores.
Que desafios existem ao adaptar a experiência de restaurante a um ambiente de festival?
O principal desafio é transportar a essência da experiência Portugália para um contexto com ritmos, necessidades e expectativas muito diferentes dos de um restaurante tradicional. Num festival, tudo acontece de forma mais rápida: há maior fluxo de pessoas, momentos de pico, necessidade de agilidade no serviço e uma experiência de consumo mais informal. Isso implica uma preparação rigorosa, produtos adequados ao contexto e uma equipa capaz de assegurar qualidade e consistência da experiência.
Esse desafio também influencia a forma como o menu é pensado. É essencial ter propostas que mantenham o sabor e a qualidade associados à Portugália, mas que sejam práticas, consistentes e adequadas a um consumo mais rápido. As novidades foram pensadas também nesse sentido: acrescentar variedade e responder ao momento, sem comprometer a eficiência da operação nem a experiência da marca.
Para além disso, é importante referir que a entrega desta experiência só é possível com a dedicação e empenho de toda a equipa envolvida no festival, principalmente ao nível das operações e que garantem que tudo se cumpre como esperado, sempre com um sorriso no rosto para os nossos clientes. Sem eles nada seria possível!
Como está a Portugália a transformar momentos de consumo em experiências memoráveis que vão além do produto?
A Portugália acredita que a experiência de restauração não vive apenas do produto, mas também do momento em que esse produto é consumido. No caso do Nos Alive, estamos a falar de um contexto emocionalmente muito forte: música, amigos, verão, partilha e descoberta. Ao integrar-se neste tipo de momentos, a marca deixa de estar apenas associada a uma refeição e passa a fazer parte de uma memória. Um prego, um croquete ou uma refeição consumida entre concertos pode tornar-se parte da experiência do festival.
É essa ligação entre sabor, contexto e emoção que permite transformar um momento de consumo numa experiência mais memorável. A marca está presente num momento em que as pessoas estão disponíveis para viver, partilhar e recordar e isso dá à experiência um valor que vai muito além do produto.
Até que ponto experiências como esta influenciam métricas como notoriedade, consideração e preferência de marca?
Experiências como esta têm um impacto relevante, sobretudo porque criam contacto direto com os consumidores em momentos positivos e de elevada envolvência. Do ponto de vista da notoriedade, a presença num festival com a dimensão do Nos Alive permite aumentar a visibilidade da marca junto de públicos diversos. Ao nível da consideração, permite mostrar que a Portugália é uma marca atual, capaz de se adaptar a novos contextos e momentos de consumo.
Já na preferência, o impacto constrói-se através da experiência que somos capazes de proporcionar. Quando o consumidor tem uma boa interação com a marca, particularmente num momento relevante, essa experiência pode influenciar a forma como a considera no futuro.
Podemos esperar que a presença em festivais como o Nos Alive continue a fazer parte da estratégia da Portugália no futuro?
A presença em eventos como o Nos Alive faz sentido sempre que exista uma oportunidade clara de aproximar a Portugália do seu publico alvo e reforçar a sua ligação a momentos de convívio, partilha e lazer, territórios que estão muito ligados à identidade da marca. A marca continuará a avaliar oportunidades que permitam levar a experiência Portugália a novos contextos, mantendo sempre a coerência com a sua identidade e com aquilo que os consumidores esperam da marca












