Lenovo termina reinado da HP

De acordo com dados da analista de mercado Gartner, a tecnológica chinesa Lenovo ultrapassou pela primeira vez, no terceiro trimestre do ano, a congénere norte-americana Hewlett-Packard (HP) como maior fabricante mundial de computadores. A HP detinha este estatuto há seis anos consecutivos.

A Lenovo, que há sete anos adquiriu o negócio de computadores pessoais (PC, na sigla inglesa) da International Business Machines (IBM), vendeu entre Julho e Setembro 13,77 milhões de equipamentos, o que lhe confere uma quota de mercado mundial de 15,7%. Já a HP comercializou, no mesmo período, 13,55 milhões de computadores, o que representa uma quota de mercado de 15,5%, segundo os dados da Gartner, citados pelo site da BBC.

Porém, os dados divulgados por uma outra analista de mercado, a IDC, contrariam os da Gartner e mantêm a HP como líder de mercado. Segundo a IDC, a empresa norte-americana alcançou no terceiro trimestre do ano uma quota de 15,9%, contra a participação de 15,7% da Lenovo.

A Gartner explica, citada pelo Financial Times, que a ascensão da Lenovo, verificada sobretudo nos últimos dois anos, deve-se ao facto de a empresa ter colocado no terreno uma estratégia de “aquisição de outros vendedores, bem como pela sua política agressiva de preços, especialmente no mercado profissional”.

Segundo a mesma fonte, a Dell completa o pódio com uma quota de mercado mundial de 10,5%, enquanto a Acer (9,9%) e a Asus (7,3%) ocupam o quarto e o quinto lugares, respectivamente.

Já no que diz respeito à totalidade do mercado, os dados de ambas as analistas são praticamente consensuais. Se a Gartner indica que o mercado dos computadores pessoais sofreu, no período em análise, uma quebra de vendas na ordem dos 8,3%, a IDC estima que essa quebra chegou aos 8,6%.

A HP registou no segundo trimestre fiscal do ano, que terminou a 31 de Julho, um prejuízo recorde de 8,9 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros), sendo que o negócio dos computadores, que observou uma quebra de vendas na ordem dos 10%, foi um dos principais responsáveis pelos resultados. A empresa encontra-se a braços com um plano de reestruturação que prevê a eliminação de 27 mil empregos (8% da sua força laboral) até Outubro de 2014.

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