Os jornalistas Daniel Almeida, Hugo Vinagre e Maria João Lima, da Marketeer, foram distinguidos esta quarta-feira com uma Menção Honrosa na oitava edição do Prémio Jornalismo Que Marca, atribuído pela Centromarca. O reconhecimento surge pelo trabalho dedicado ao crescente poder de consumo da população com mais de 55 anos, publicado na edição de capa “Esta capa não é para velhos”.
“O trabalho destaca o crescente peso económico e a relevância dos consumidores com mais de 55 anos, um segmento que continua frequentemente sub-representado nas estratégias de comunicação das marcas, apesar da sua importância no consumo e do elevado poder de compra que representa”, enquadra a Centromarca.

Num momento em que a discussão sobre envelhecimento, consumo e representatividade ganha nova centralidade, o trabalho da equipa da Marketeer destacou‑se pela profundidade da análise, pela relevância social do tema e pela capacidade de desmontar preconceitos ainda enraizados na comunicação comercial.
Os jornalistas agradeceram a distinção, destacando a relevância do tema abordado na reportagem distinguida com Menção Honrosa. “Gostaríamos de aproveitar esta distinção para lembrar a importância de dois aspetos que continuamos a considerar fundamentais na nossa sociedade. Por um lado, aquele que é o tema que nos trouxe aqui: os consumidores com mais de 55 anos tantas vezes esquecidos pelas marcas quando comunicam, mas que são quem tem mais rendimento disponível. E, por outro, a imprensa que continua a ser onde marcas e empresas conseguem ter mais do que 2 a 3 segundos de atenção para as suas estratégias e ações”, referem.
Promovido pela Centromarca desde 2018, o Prémio “Jornalismo Que Marca” tem como missão “reconhecer trabalhos jornalísticos de excelência dedicados ao universo das marcas, contribuindo simultaneamente para estimular a produção de conteúdos de qualidade sobre um tema cada vez mais relevante para a economia, a inovação e a sociedade”.
A grande vencedora desta edição do prémio foi Amélia Moura Ramos, da SIC, que foi distinguida pela reportagem “As Linhas que nos Cos(z)e(€)m”. O trabalho analisa o impacto da crescente presença de plataformas internacionais de comércio digital no mercado europeu, alertando para a entrada diária de milhões de encomendas isentas de taxas aduaneiras e para os riscos associados à importação de produtos que podem não cumprir os padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade exigidos na União Europeia.
Para Pedro Pimentel, diretor‑geral da Centromarca, esta edição reforça a importância do jornalismo de qualidade num contexto cada vez mais complexo: “Num contexto cada vez mais desafiante, o jornalismo de qualidade continua a ser fundamental para informar, contextualizar e esclarecer os consumidores”.
“Com este prémio, a Centromarca procura valorizar o trabalho dos jornalistas que ajudam a aprofundar o debate público sobre o papel das marcas na economia e na sociedade. Os trabalhos distinguidos nesta edição respondem plenamente a esse objetivo”, acrescenta.
O júri desta edição foi presidido por Ricardo Miranda, creative partner da Wonder\Why, que destacou a atualidade e relevância dos temas premiados, tanto no que diz respeito ao impacto do comércio digital como ao peso crescente da chamada silver generation. “A reportagem de Amélia Moura Ramos procura alertar e esclarecer os consumidores para as consequências económicas, sociais e regulatórias de decisões de compra que muitas vezes parecem inofensivas. Já o trabalho de Maria João Lima, Daniel Almeida e Hugo Vinagre evidencia a importância de um segmento de consumidores frequentemente ignorado pelas marcas, apesar de concentrar uma parte significativa do rendimento disponível”, aponta.
A entrega dos prémios decorreu esta quarta-feira, dia 3 de junho, no âmbito do IV Congresso Centromarca – À Velocidade Humana, no Centro de Congressos do Estoril.














