Nem todas as joias nasceram para brilhar. Algumas foram criadas para guardar memórias, simbolizar afeto ou marcar a ausência de alguém querido. Ao longo dos séculos, o cabelo humano foi utilizado na conceção de medalhões, pulseiras e outros objetos de joalharia que atravessaram gerações e chegaram às coleções da realeza portuguesa.
É a partir deste lado mais íntimo e inesperado da joalharia que o Museu Tesouro Real prepara a sua programação de abril. Em destaque está a palestra “Fios de memória: Joias sentimentais na coleção do Museu do Tesouro Real”, que decorre a 26 de abril, às 15h00. Conduzida pela investigadora Inês Gaspar Silva, a sessão promete revelar histórias surpreendentes destas peças carregadas de significado emocional e cultural.
Mas a programação do museu vai muito além do cabelo transformado em joia. A 3 de abril, a visita encenada “O Ourives do Rei e a Sra. Marquesa Maria de Sousa” transporta os visitantes para os bastidores da corte portuguesa, revelando segredos, episódios históricos e curiosidades da vida real.
Entre 4 e 5 de abril, a visita temática “Plantas Bíblicas no Tesouro Real” explora a simbologia religiosa e o poder associados a elementos naturais presentes em algumas peças. A 11 de abril, a masterclass “Pedras Preciosas nas Joias da Coroa Portuguesa”, conduzida por Rui Galopim de Carvalho, detalha o estudo das gemas e partilha histórias menos conhecidas de peças emblemáticas da coleção.
Para as famílias, a 19 de abril, o museu promove a visita-oficina “Tesouros da Mesa: Sabores Reais”, que combina história, natureza e atividades criativas inspiradas nos jardins do Palácio, explorando a ligação entre alimentos, tradição e a vida na corte.














