A Leading, empresa especializada na organização de congressos e eventos, celebra este ano o seu 20.º aniversário no mercado português. Ao longo desse período, organizou mais de 700 congressos, 65% dos quais internacionais, contribuindo para posicionar o País no segmento MICE.
Ao longo da sua existência, a Leading tem vindo a colaborar com empresas dos mais variados sectores, sendo os que assumem um maior peso o médico-científico, tecnológico, engenharia, químico e o institucional. Só no ano passado, promoveu a organização de congressos internacionais e eventos corporativos que envolveram mais de 50 mil de participantes – com destaque para o SBC Summit, que em Setembro trouxe mais de 20 mil visitantes à FIL – Feira Internacional de Lisboa.
«Ajudámos a moldar o crescimento do sector MICE em Portugal, elevando padrões de trabalho para standards internacionais, provando que, com uma visão estratégica, conseguimos melhores resultados e promover o País de forma consistente nos mercados internacionais», sublinha em entrevista à Marketeer João Paulo Oliveira, managing partner da Leading, fazendo um balanço das duas décadas de existência da empresa.
O responsável perspectiva ainda o futuro próximo, uma vez que a Leading estabelece um objectivo ambicioso para os próximos três anos: nada menos do que captar 30 novos projectos internacionais para Portugal. Este é um dos principais objectivos do plano estratégico que a agência definiu no âmbito do seu 20.º aniversário.

Em que consiste a Leading e qual o seu posicionamento no mercado?
A Leading – Organização de Congressos e Gestão nasceu com a ambição de colocar Portugal no mapa dos grandes congressos internacionais. Hoje, 20 anos depois, somos um dos principais players nacionais no segmento de organização profissional de congressos, liderando projectos complexos e de grande escala.
Aquilo que mais nos distingue é o posicionamento único enquanto entidade capaz de preparar candidaturas a grandes eventos que se realizem no mundo inteiro e que queiramos trazer para Portugal. Mais do que organizar eventos, criamos ligações entre pessoas e instituições, geramos impacto económico e deixamos legado nos destinos onde actuamos.
Quais os momentos altos e baixos destes 20 anos?
Os momentos mais altos foram, sem dúvida, a conquista da confiança do mercado internacional e a capacidade de atrair para Portugal congressos que antes pareciam inalcançáveis.
O período mais duro foi a pandemia, que colocou todo o sector à prova. Foi também aí que a Leading mostrou a sua resiliência, união e capacidade de se reinventar e saiu mais forte.
Actualmente, quais os principais clientes no portefólio da empresa? E quais os sectores de actividade com mais peso?
Trabalhamos sobretudo com associações científicas e profissionais internacionais e organizadores globais de congressos e de grandes eventos. Os sectores com maior peso são o médico-científico, tecnológico, engenharia, química e o institucional, áreas onde a exigência é máxima e onde a Leading se posiciona como parceiro de confiança.
São exemplos a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, a Society of Inborn Errors of Metabolism, o European Central Bank ou o World Tourism Organization.
Quais os principais congressos e eventos organizados pela Leading em 2025? E quantas pessoas e recursos envolveram?
Em 2025, a Leading esteve envolvida na organização de grandes congressos internacionais e eventos corporativos de referência, maioritariamente em Lisboa, Porto, Braga e Vilamoura, envolvendo mais de 50.000 de participantes.
Entre eles, destacam-se o SBC Summit, que trouxe a Lisboa mais de 20.000 participantes, a European Conference on Machine Learning and Principles and Practice of Knowledge Discovery in Databases – ECML PKDD, que teve lugar no Porto, a International Mine Water Association Conference, em Braga, e o Congresso Nacional de Ortopedia e Traumatologia, em Vilamoura.
Que eventos estão já confirmados para 2026?
2026 será um ano particularmente forte, com vários congressos internacionais de grande dimensão já confirmados nas áreas da ciência, medicina, engenharia e tecnologia. Entre outros, o 9th World One Health Congress in Lisbon, o CED/NOF-IADR Oral Health Research Congress, a European Safety and Reliability Conference e o Congresso Ibero Latino-Americano de Dermatologia, que se perspectiva como um dos maiores congressos de sempre a realizar no Porto.
Que balanço faz dos 20 anos da Leading em Portugal? Como é que a empresa acompanhou e contribuiu para o desenvolvimento do segmento MICE ao longo das últimas duas décadas?
O balanço é de orgulho e responsabilidade. Orgulho pelo percurso feito, pela equipa e pelos projectos concretizados. Responsabilidade porque ajudámos a moldar o crescimento do sector MICE em Portugal, elevando padrões de trabalho para standards internacionais, provando que, com uma visão estratégica, conseguimos melhores resultados e promover o País de forma consistente nos mercados internacionais.
A Leading pretende captar 30 novos projectos internacionais para Portugal nos próximos três anos. Qual a estratégia para angariar estes eventos? E em que áreas se irão focar?
A nossa estratégia assenta em três pilares: presença internacional contínua, parcerias fortes e uma abordagem altamente personalizada aos clientes. Apostamos muito na pesquisa e conhecimento profundo do sector, no trabalho colaborativo com outros stakeholders na capacidade operacional para continuar a trazer para Portugal eventos que geram valor económico e reputacional.
Pode confirmar alguma novidade?
2025 e 2026 marcam um novo ciclo para a Leading. Estamos a mudar para um novo escritório, pensado para uma equipa em crescimento e para um modelo de trabalho ainda mais colaborativo e internacional.
Destacamos também a candidatura vencedora de Lisboa para receber, em 2026, o PCMA Convening EMEA, um dos eventos mais relevantes da indústria de eventos a nível europeu, no qual a Leading teve um papel activo, juntamente com outras entidades do sector.
Paralelamente, estamos a preparar o lançamento de duas grandes iniciativas de promoção internacional, que serão apresentadas ao mercado muito em breve e que reforçam o nosso posicionamento como líderes na captação e valorização de eventos para Portugal.
Portugal já pode ser considerado um destino de referência neste segmento ou ainda há um caminho a percorrer, nomeadamente ao nível de condições e infra-estruturas?
Portugal é hoje um destino de referência a nível mundial, reconhecido pela qualidade, segurança, talento e hospitalidade. Ainda há caminho a percorrer, sobretudo a necessidade de apostar em infra-estruturas e na integração da oferta, fundamental para a captação de mega eventos, mas a evolução é clara – e a Leading continuará a estar na linha da frente desse crescimento.
Texto de Daniel Almeida
*O jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico












