O festival Jazz em Monserrate regressa ao Parque de Monserrate, em Sintra, entre os dias 11 e 13 de setembro, com uma edição dedicada ao tema “Outros Tempos”. Promovido pela Parques de Sintra, o evento volta a cruzar música, património e natureza, afirmando-se como um espaço de escuta, encontro e permanência.
A edição de 2026 reúne nomes como Daniel Bernardes, Becca Stevens e João Barradas Trio com Jonathan Kreisberg, a par de Rita Maria e Angélica Salvi e de Mateus Saldanha. Ao longo de três dias, o festival propõe uma programação diversificada que inclui concertos, cinema musicado, jazz para bebés, jam sessions e uma masterclasse, convidando o público a experienciar a música de forma mais atenta e desacelerada.
Com direção artística de Inês Laginha, o Jazz em Monserrate parte da premissa de que o jazz é mais do que um género musical — é uma forma de habitar o tempo. Entre tradição e contemporaneidade, improvisação e composição, a programação explora diferentes formas de relação com a música e com o espaço envolvente, reforçando a identidade do festival como ponto de encontro entre artistas, públicos e gerações.
A abertura, a 11 de setembro, será marcada por uma proposta singular: Daniel Bernardes apresenta uma nova criação para o clássico do cinema mudo “Nosferatu: Uma Sinfonia de Horror” (1922), de F. W. Murnau, interpretando ao vivo uma banda sonora original que estabelece um diálogo entre imagem, silêncio e narrativa.
No dia seguinte, o destaque vai para o encontro entre Rita Maria e Angélica Salvi, que revisitam a obra de Bernardo Sassetti, e para o concerto intimista da norte-americana Becca Stevens, que cruza jazz, folk e pop numa atuação a solo pensada para o final de tarde.
Já no último dia, o guitarrista português Mateus Saldanha apresenta “Troubles”, um projeto que revisita as origens do jazz com uma abordagem contemporânea. O encerramento fica a cargo do João Barradas Trio, que recebe o guitarrista Jonathan Kreisberg, num concerto que promete virtuosismo e liberdade criativa.
Mais do que um alinhamento de concertos, o festival mantém a aposta numa componente formativa e inclusiva. Os concertos “Jazz para Bebés”, dirigidos a crianças até aos 36 meses, regressam ao Palácio de Monserrate, enquanto as jam sessions, dinamizadas por alunos do Conservatório Nacional, promovem a partilha entre músicos emergentes e profissionais. A programação inclui ainda uma masterclasse gratuita de Daniel Bernardes dedicada à relação entre música e imagem.
Criado em 2022, o Jazz em Monserrate tem vindo a consolidar-se como um festival de referência no panorama nacional, destacando-se pela qualidade artística e pela integração da música na paisagem cultural de Sintra. Para João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, esta edição reforça a identidade do evento ao “convidar a desacelerar, a escutar e a permanecer”, propondo “uma experiência cultural integrada onde o jazz se torna ponto de encontro entre criação contemporânea, memória e formação”.
Os concertos realizados após o encerramento do parque ao público geral têm um bilhete diário de 20€, estando também disponível um passe “early bird” para os três dias por 45€, até 7 de agosto. As sessões de “Jazz para Bebés” têm o valor de 15€, enquanto as jam sessions são gratuitas mediante bilhete de entrada no parque. A masterclasse é gratuita, mediante inscrição prévia.
Mais informações e bilhetes estão disponíveis no site oficial do evento.











