Com mais de 140 anos de história, o Jardim Zoológico posiciona-se hoje como um dos espaços mais procurados pelos turistas em Lisboa, proporcionando uma experiência que junta gerações.
Inaugurado em 1884, o Jardim Zoológico foi o primeiro parque com fauna e flora na Península Ibérica. Volvidos 142 anos, afirma-se como um dos principais pólos de atracção turística da capital portuguesa. E não é difícil perceber porquê. Visitar o Jardim Zoológico é dar a volta ao mundo num só dia, sem sair de Lisboa: entre mamíferos, aves, répteis e anfíbios, é possível conhecer cerca de 2000 animais pertencentes a cerca de 300 espécies diferentes. Esta diversidade não se fica pela fauna: ao longo da visita ao parque, encontram-se também inúmeras espécies de flora – ou não fosse o espaço, literalmente, um jardim.
A par desta biodiversidade, o Jardim Zoológico disponibiliza um conjunto de experiências que enriquecem a visita. O bilhete de entrada inclui as apresentações dos golfinhos, das aves e dos pelicanos, bem como o icónico passeio de teleférico, que oferece uma perspectiva panorâmica única sobre o parque. Para quem procura uma experiência mais aprofundada, existem ainda visitas guiadas – disponíveis mediante um valor adicional e marcação prévia –, que permitem conhecer melhor as espécies e o trabalho desenvolvido pelo Zoo na conservação da natureza.
Assim, além da observação das espécies, a visita ao Zoo é uma oportunidade para descobrir o trabalho desenvolvido na conservação da natureza, tanto in situ como ex situ (em habitat natural), e para compreender de que forma cada um pode contribuir activamente para a protecção das espécies e dos seus habitats.
«Ao longo destes mais de 140 anos, o Jardim Zoológico transformou-se, reinventou-se e modernizou-se, mantendo sempre viva a sua missão. Tem vindo a evoluir para um espaço cada vez mais focado na conservação da biodiversidade, no bem-estar animal e na educação ambiental. Esta mudança reflectiu-se em instalações mais amplas e naturais, na participação em programas de reprodução e reintrodução e na experiência do visitante, que passou a estar mais ligada à consciencialização e à protecção das espécies», afirma em entrevista à Marketeer Luísa Paulos, Communications manager do Jardim Zoológico.
Esta evolução contribuiu ainda para posicionar o Zoo como uma atracção turística de referência em Lisboa e uma das mais procuradas pelos turistas, quer portugueses, quer estrangeiros. Actualmente, os «visitantes internacionais têm um peso significativo no total de entradas» no parque, confirma, detalhando que a maioria chega de mercados europeus, com destaque para Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Itália, registando-se também uma presença expressiva de turistas provenientes do Brasil e dos Estados Unidos da América.
«Em 2025, o Jardim Zoológico voltou a afirmar-se como um ponto de interesse, tanto para portugueses como estrangeiros, mantendo uma procura consistente ao longo de todo o ano, um indicador claro da sua consolidação enquanto destino de lazer, educação e contacto com a natureza. Face a 2024, registou-se uma evolução positiva na adesão do público, reforçando o posicionamento do Zoo enquanto espaço de referência nas áreas da educação ambiental e da conservação da biodiversidade», reforça Luísa Paulos.
Amor à primeira visita
Para quem visita a cidade de Lisboa, o Jardim Zoológico pode ser encarado tanto como atracção principal como complementar, dependendo do contexto. Para muitos visitantes, como famílias e outros públicos que procuram experiências diferenciadoras, é uma atracção planeada de forma autónoma e integrada intencionalmente no plano da estadia. Para outros, acaba por ser uma visita complementar, enriquecendo um roteiro em Lisboa já planeado com uma proposta de lazer e contacto com a natureza, diferente da oferta mais urbana noutros pontos da cidade.
Certo é que o Zoo tem um impacto inegável no ecossistema turístico local, tanto directo como indirecto. «Directamente, contribui para diversificar a oferta turística e para captar públicos específicos. Indirectamente, gera valor para a economia local, através do estabelecimento de parcerias com diferentes entidades do sector, incluindo unidades hoteleiras,agências de viagens, empresas de transportes e outros operadores turísticos», explana Luísa Paulos, acrescentando que o perfil médio dos visitantes é «diversificado, abrangendo famílias com crianças, grupos escolares e turistas».
Para reforçar a sua presença no mercado nacional e internacional, e atrair visitantes, o Jardim Zoológico lança, a cada dois anos, uma campanha de comunicação omnicanal, pensada para cativar diferentes públicos. A campanha actualmente em vigor, sob o mote “Amor à primeira visita”, destaca a «experiência única do primeiro contacto com a vida selvagem, que nunca se esquece».
Nos mercados externos, a campanha tem sido divulgada nos principais mercados emissores europeus do Jardim Zoológico, mas também em novos mercados com potencial de crescimento. A estratégia é ainda complementada por campanhas digitais, uma presença activa nas redes sociais e a integração em plataformas turísticas internacionais. «Em paralelo, o Jardim Zoológico estabelece parcerias com operadores turísticos e agências de viagens internacionais, reforçando a sua visibilidade e posicionamento como destino de referência em lazer, educação e contacto com a natureza em Portugal», salienta a porta-voz.
Além disso, a experiência no Jardim Zoológico é desenhada com o intuito de adequar a visita a todos os públicos. Desde logo, a informação disponível ao longo do parque está traduzida para inglês, facilitando a compreensão dos conteúdos por parte dos visitantes internacionais e permitindo que desfrutem plenamente da visita. Adicionalmente, as visitas guiadas podem ser realizadas noutros idiomas, proporcionando uma experiência completa, educativa e memorável a visitantes de diferentes nacionalidades.
Aposta na investigação e conservação
Uma âncora importante para a captação de visitantes e para a visibilidade do Jardim Zoológico tem sido também o papel activo desempenhado pelo parque ao nível da investigação e conservação das espécies e da biodiversidade. Um papel que tem sido reconhecido, ou não integrasse o Zoo algumas das principais instituições da área, como a EAZA – Associação Europeia de Zoos e Aquários e a WAZA – Associação Mundial de Zoos e Aquários, entre outras organizações europeias e internacionais.
Ao nível da conservação ex situ (em habitat natural), o trabalho do Jardim Zoológico ref lecte-se na implementação de programas de reprodução com o objectivo de formar populações saudáveis e geneticamente viáveis. Este trabalho assenta no compromisso diário das equipas do parque com o bem-estar animal e é complementado por uma forte aposta na educação ambiental, através de programas dirigidos a escolas e de acções desenvolvidas junto dos visitantes.
Simultaneamente, o Jardim Zoológico participa activamente em projectos de conservação in situ, em colaboração com entidades que actuam directamente no terreno. Um dos exemplos mais relevantes e recentes é o programa de reintrodução do Leopardo-da-pérsia na região do Cáucaso, coordenado pelo Jardim Zoológico, que já permitiu a libertação bem-sucedida de 13 indivíduos. Um projecto que teve origem na descendência de um casal existente no Zoo.
Em 2026, o Jardim Zoológico continuará a reforçar a sua missão de conservação e educação ambiental, apresentando várias novidades ao longo do ano. Um dos momentos mais marcantes foi o nascimento de um chimpanzé, um acontecimento que reflecte o trabalho contínuo desenvolvido pelas equipas do parque na reprodução e no bem-estar das espécies animais. Paralelamente, estão a ser preparadas outras novidades ao nível de serviços, instalações e experiências, que se traduzem num investimento contínuo na melhoria da experiência de todos os visitantes e no cumprimento da missão do Jardim Zoológico.
«A caminho dos 142 anos de história, o Jardim Zoológico mantém o seu encanto e relevância por conseguir evoluir sem nunca perder a sua identidade. Ao longo do tempo, soube acompanhar as mudanças da sociedade, adaptando-se e reforçando a sua missão de conservação, educação e bem- -estar animal, sem quebrar a ligação emocional construída com o público», refere Luísa Paulos. «Esse encanto reflecte-se nos olhos de quem o visita e na memória colectiva de várias gerações. Pais, filhos e avós continuam a partilhar recordações de dias felizes passados no Zoo, transformando-o num verdadeiro património afectivo e num espaço que atravessa o tempo», conclui.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo”, publicado na edição de Fevereiro (n.º 355) da Marketeer.














