Já imaginou ter de pagar mais pela passagem aérea só porque vai a um funeral? Conheça a polémica da IA nos preços personalizados

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Marketeer
06/09/2025
16:00
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06/09/2025
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Já imaginou ter de pagar mais pela passagem aérea só porque vai a um funeral? Conheça a polémica da IA nos preços personalizados

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A Delta Air Lines provocou polémica ao revelar planos para usar inteligência artificial na definição de preços personalizados, com base em dados pessoais dos passageiros.

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A ideia era simples: identificar, através do comportamento digital e contexto emocional, o valor máximo que cada cliente estaria disposto a pagar — por exemplo, cobrando mais a quem viaja de urgência para um funeral. A proposta foi rapidamente criticada por reguladores e políticos nos EUA, que alertaram para uma nova forma de abuso: o “surveillance pricing”, ou seja, preços definidos por vigilância.

Embora a Delta tenha recuado e garantido que não usará dados pessoais, o caso levanta questões sérias sobre os limites da personalização no marketing e o risco de explorar vulnerabilidades dos consumidores.

Na União Europeia, este tipo de prática seria ilegal sem consentimento explícito, ao abrigo do RGPD. Já nos EUA, a ausência de legislação específica abre caminho a estratégias comerciais cada vez mais invasivas. Para as marcas, o desafio é claro: como inovar na personalização sem ultrapassar a linha do ético — nem comprometer a confiança do consumidor?






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