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ISAG – European Business School: Liderar a partir de Portugal

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06/05/2026
09:15
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O humanismo empresarial e a criação de culturas organizacionais genuínas são o que atrai talento

Por Elvira Vieira, Directora-geral e professora coordenadora principal do ISAG – European Business School

No actual xadrez económico global, marcado por uma volatilidade sem precedentes e por uma reconfiguração das cadeias de valor, o conceito de “Empresa 100% Portuguesa” assume uma relevância que transcende o mero patriotismo económico. Trata-se, fundamentalmente, de uma questão de autonomia estratégica, resiliência e capacidade de afirmação de uma identidade organizacional única num mercado cada vez mais indiferenciado.

Em 2025, Portugal surpreendeu com um crescimento económico superior à média da Zona Euro (segundo dados publicados pelo Eurostat em Janeiro de 2026) e exportações que representam quase metade do PIB. Deixámos de ser uma economia periférica para nos tornarmos um ecossistema atractivo para talento e investimento. Esta confluência de factores criou uma janela de oportunidade única, servindo como alavanca para o sucesso global das empresas nacionais.

Complementarmente, dados recentes do IAPMEI revelam que as PME Líder, que constituem a espinha dorsal do nosso tecido empresarial, continuam a demonstrar uma solidez financeira assinalável, sendo responsáveis por mais de 370 mil postos de trabalho. No entanto, ser “100% português” hoje não significa olhar para dentro, mas sim projectar para fora. A internacionalização deixou de ser uma opção para se tornar um imperativo de sobrevivência. Como frequentemente sublinham os gestores de topo das nossas maiores insígnias nacionais – desde o sector têxtil e do calçado, que lideram pela inovação, até aos novos unicórnios tecnológicos –, a competitividade de Portugal reforça-se precisamente através da capacidade de exportar não apenas produtos, mas conhecimento e talento.

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A competitividade futura exigirá ainda uma digitalização real, que transforme profundamente os modelos de negócio através da inteligência artificial, e uma sustentabilidade encarada como estratégia central. A tradição portuguesa de produção artesanal e de pequena escala é hoje um modelo valorizado globalmente pela sua vertente humana e circular. Num mundo em crise de confiança, o humanismo empresarial e a criação de culturas organizacionais genuínas são o que atrai talento.

Assim, esta nova realidade assenta na autenticidade estratégica, transformando a herança cultural num diferenciador real. A gastronomia ou o design português triunfam por serem portugueses, não apesar de o serem. A par desta autenticidade, surge uma ambição sem complexos: o mercado-alvo é o mundo inteiro, não apenas os dez milhões de habitantes locais. No entanto, nenhuma vantagem competitiva sobrevive sem capital humano de qualidade, tornando a ligação entre empresas e instituições de ensino o motor estrutural deste crescimento.

Neste contexto, a ligação entre o mundo empresarial e as instituições de Ensino Superior é o catalisador crítico para o sucesso. No ISAG – European Business School, temos acompanhado de perto esta evolução. A nossa missão, enquanto instituição com mais de 46 anos de história, é formar profissionais capazes de gerir empresas de capital nacional com uma mentalidade global. Através do nosso centro de investigação, o CICET-FCVC, e da participação em consórcios estratégicos, integramos a vanguarda do conhecimento científico nas práticas de gestão. Tal como as melhores escolas de negócios globais, o ISAG não proporciona apenas formação, mas sim identidade e redes de influência, formando líderes capazes de ler o mundo a partir de Portugal.

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O futuro das empresas 100% portuguesas reside na simbiose entre a tradição da gestão de proximidade e a audácia da inovação tecnológica. É nesta intersecção que o ISAG se posiciona, garantindo que a próxima geração de gestores possui as ferramentas necessárias para transformar o “Made in Portugal” num selo de excelência global, sustentado por dados, rigor científico e uma visão estratégica sem fronteiras.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Empresas 100% Portuguesas”, publicado na edição de Abril (n.º 357) da Marketeer.




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