Em 2025, as marcas investiram cerca de 930 milhões de euros em campanhas com celebridades, refletindo uma mudança profunda na forma como as empresas procuram captar a atenção dos consumidores.
Os contratos com figuras públicas deixaram de ser meros
endorsements. “Muitas celebridades passaram a ser parceiras estratégicas, cocriadoras ou até fundadoras de marcas, aumentando o valor destes acordos”, refere o merca20. Para as marcas, o investimento já não se justifica apenas pela visibilidade mediática, mas também pelo acesso a comunidades leais e com capacidade real de influenciar decisões de compra.
O desporto destacou-se como um dos setores com maior crescimento neste tipo de parcerias. Atletas de alcance global, como Cristiano Ronaldo, tornaram-se verdadeiras plataformas mediáticas, capazes de mobilizar milhões de pessoas dentro e fora da competição. Para as marcas, associar-se a estes atletas significa entrar em territórios emocionais pouco explorados pela publicidade tradicional, como identidade, pertença e aspiração.
A evolução da economia dos criadores também reforçou este movimento. Celebridades com presença digital consolidada ocupam agora um espaço intermédio entre influenciador e meio de comunicação, gerando não só visibilidade, mas também engajamento e vendas diretas.
Especialistas apontam que o gasto recorde em celebridades não representa um luxo desnecessário, mas sim uma nova lógica do marketing contemporâneo. Competir pela atenção do público exige mais do que tecnologia ou meios publicitários: exige rostos reconhecíveis, histórias humanas e ligações emocionais reais. Em 2025, as celebridades provaram que continuam insubstituíveis para muitas empresas.












