Há um novo serviço de motas partilhadas em Lisboa

Depois da eCooltra, chega um novo serviço de motosharing a Lisboa, desta feita disponibilizado pela empresa espanhola Acciona. A plataforma já está disponível e arranca com uma frota de 300 motas eléctricas de 125cc, com uma autonomia de 110 quilómetros e capacidade para transportar duas pessoas.

O custo do serviço da Acciona é baseado no tempo de utilização, mas também na modalidade de condução escolhida pelo utilizador. Assim, o tarifário varia entre 26 cêntimos por minuto, no modo Standard (em que a velocidade do veículo é limitada a 50 km/), e os 28 cêntimos por minuto, caso o utilizador opte pelo modo Custom (80 km/h) para uma utilização fora da cidade. A qualquer momento da viagem é possível variar o modo de condução. Nesta fase de lançamento e até 2 de Junho, é possível experimentar o serviço da Acciona de forma gratuita.

Caso o condutor tenha que parar e estacionar o veículo por alguns instantes, mas não queira dar por terminada a viagem, existe também um modo de pausa, que é cobrado a cinco cêntimos por minuto. Estes valores, garante a empresa, incluem já o seguro, carregamento e manutenção do motociclo, bem como a utilização de dois capacetes, colocados no porta-malas. As motas da marca incluem ainda um suporte para o telemóvel e uma porta de carregamento USB.

«A Acciona é uma empresa cujo negócio é o da sustentabilidade. Queremos construir soluções globais que permitam mitigar os problemas do aquecimento global e das alterações climáticas», salientou esta manhã Ramón Piñeiro, director de Novos Negócios da área de serviços Acciona, durante a apresentação da plataforma, que está também presente em cinco cidades espanholas, incluindo Barcelona e Madrid. «Estamos convencidos de que a mobilidade eléctrica é a melhor forma de combater o tráfego nas cidades, reduzir a poluição sonora e promover a descarbonização. Estimamos que por cada mota que disponibilizamos, evitamos o uso de dois automóveis privados», frisou, acrescentando que o objectivo passa por «ser líderes em Lisboa» no segmento do motorsharing.

Para utilizar as motas eléctricas da Acciona é necessário, primeiro, fazer o registo na aplicação móvel ou no website da plataforma. Durante esse processo, é pedido uma fotografia do Cartão de Cidadão e da Carta de Condução do utilizador. Uma vez feito o registo, o utilizador tem acesso à localização das motas disponíveis e pode reservar a que está mais próxima de si. O serviço está disponível todos os dias entre as 6h da manhã e as 2h da madrugada.

Após a utilização do motociclo – e ao contrário do que acontece, por exemplo, com as trotinetes e bicicletas eléctricas – o utilizador é obrigado a dar por concluída a sua viagem e a estacionar o veículo dentro de uma das zonas de estacionamento atribuídas. Quer isto dizer que a empresa não fará a recolha dos veículos, mas sim a sua substituição, durante o período nocturno, por outros veículos cuja bateria esteja completamente carregada.

Nesta primeira fase, existem pontos de entrega/estacionamento nos bairros de Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém ou Santos, mas também nas zonas residenciais da cidade, como o Parque das Nações e Telheiras, além de chegar ao Aeroporto Humberto Delgado. De acordo com Ramón Piñeiro, o objectivo passa por duplicar a frota (de 300 para 600 motas) até Junho, assim como alargar a outras zonas de Lisboa.

Presente na apresentação do serviço de motorsharing da Acciona esteve também Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, que afirmou que «cada vez mais há um novo modo de transporte em Lisboa: o telemóvel. Há cada vez mais serviços de mobilidade e o crescimento que temos tido na cidade é fantástico. Há mais de 20 mil pessoas que já usam os serviços de bicicletas e trotinetes partilhadas, todos os dias. Só para termos uma ideia, os barcos da Soflusa transportam 60 mil pessoas por dia». «Este novo serviço vem dar mais uma opção viável de transportes, ainda por cima sendo um serviço descarbonizado e com um uso eficiente do espaço público», acrescentou.

A Acciona tem várias linhas de negócio em sectores como o das energias renováveis, tratamento de águas e construção, estando presente em mais de 40 países, e em Portugal há mais de 40 anos. Com uma facturação superior a 7,5 mil milhões de euros em 2018, integra a lista das 35 maiores empresas espanholas.

Texto de Daniel Almeida

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