Guerra já atinge moda: falta de algodão e ruturas na Ásia alarmam marcas

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21/04/2026
17:37
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21/04/2026
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O setor da moda está a enfrentar uma nova vaga de pressão devido ao agravamento das tensões geopolíticas e às consequentes perturbações nas cadeias de abastecimento globais. A combinação entre a crise associada ao algodão e o chamado “choque de fornecimento” proveniente da Ásia está a afetar de forma significativa a indústria têxtil internacional.

Segundo o jornal El Economista, num artigo publicado no seu site sobre o impacto da guerra no setor da moda, a instabilidade atual está a gerar dificuldades acrescidas no acesso a matérias-primas essenciais, com destaque para o algodão, cujo mercado tem sido afetado por constrangimentos logísticos e incertezas no comércio internacional.

A publicação refere que a indústria têxtil é uma das mais expostas às consequências indiretas dos conflitos armados, uma vez que depende fortemente de cadeias de produção globalizadas, especialmente na Ásia, região central no fabrico e exportação de componentes e vestuário.

A par da crise do algodão, os problemas nas cadeias de abastecimento asiáticas estão a provocar atrasos, aumento de custos e maior volatilidade nos preços, o que está a pressionar empresas do setor da moda em várias geografias.

Este contexto soma-se a um cenário já desafiante para a indústria, marcado por inflação nos custos de produção, instabilidade nos transportes internacionais e maior incerteza económica global, fatores que estão a obrigar marcas e fabricantes a repensar estratégias de produção e aprovisionamento.

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