O setor da moda está a enfrentar uma nova vaga de pressão devido ao agravamento das tensões geopolíticas e às consequentes perturbações nas cadeias de abastecimento globais. A combinação entre a crise associada ao algodão e o chamado “choque de fornecimento” proveniente da Ásia está a afetar de forma significativa a indústria têxtil internacional.
Segundo o jornal El Economista, num artigo publicado no seu site sobre o impacto da guerra no setor da moda, a instabilidade atual está a gerar dificuldades acrescidas no acesso a matérias-primas essenciais, com destaque para o algodão, cujo mercado tem sido afetado por constrangimentos logísticos e incertezas no comércio internacional.
A publicação refere que a indústria têxtil é uma das mais expostas às consequências indiretas dos conflitos armados, uma vez que depende fortemente de cadeias de produção globalizadas, especialmente na Ásia, região central no fabrico e exportação de componentes e vestuário.
A par da crise do algodão, os problemas nas cadeias de abastecimento asiáticas estão a provocar atrasos, aumento de custos e maior volatilidade nos preços, o que está a pressionar empresas do setor da moda em várias geografias.
Este contexto soma-se a um cenário já desafiante para a indústria, marcado por inflação nos custos de produção, instabilidade nos transportes internacionais e maior incerteza económica global, fatores que estão a obrigar marcas e fabricantes a repensar estratégias de produção e aprovisionamento.














