Grupo Talents assume ambição global com rebranding, entrada no Dubai e lançamento do “Ghost Creator”

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24/02/2026
11:07
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Grupo Talents assume ambição global com rebranding, entrada no Dubai e lançamento do “Ghost Creator”

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A Talents inicia uma nova etapa estratégica, tendo passado a operar sob a designação de Grupo Talents, refletindo a consolidação da sua estrutura como grupo internacional e a ambição de controlar toda a cadeia de valor da comunicação.

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Com operações em Lisboa, Porto, Madrid e Dubai, a empresa alarga o seu core business — até aqui centrado em marketing digital e gestão de talentos — às áreas de criatividade e publicidade, assumindo-se como estrutura integrada orientada para pensamento estratégico, criatividade e execução.

Em 2025, a agência registou três milhões de euros em faturação — marco que a empresa interpreta como sinal de maturidade e consolidação — antecipando para 2026 uma duplicação desse valor, para seis milhões de euros, impulsionada pela criação de quatro novas estruturas especializadas nas áreas de criatividade e publicidade.

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Rebranding clarifica posicionamento estratégico

O novo rebranding pretende afastar a leitura tradicional que separa meios e criatividade, posicionando o Grupo Talents como uma estrutura integrada de comunicação. A influência deixa de ser tratada como disciplina isolada e passa a integrar uma estratégia de marca mais ampla, articulada com marketing digital, criatividade, design e meios.

Esta evolução permite ao grupo oferecer soluções completas — da estratégia à implementação — e reforça a ambição de responder de forma transversal aos desafios das marcas, num contexto em que fragmentação e especialização excessiva têm dominado o mercado.

O conceito criativo do rebranding assenta no conceito “Do Escuro à Luz”, metáfora que simboliza o papel estratégico da estrutura: o “escuro” representa o trabalho invisível de pensamento, estrutura e planeamento que sustenta o momento de “luz” das marcas e talentos.

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Para Miguel Raposo, fundador e chairman do Grupo Talents, este reposicionamento vem clarificar a dimensão atual da estrutura. “Rotular a Talents apenas como agência de influenciadores é ignorar 90% do que fazemos hoje. A influência é poderosa, sim, mas sem uma base sólida de marketing digital, é esquecer o nosso ADN. Nós construímos a base”, diz, citado em comunicado.

A expansão para o Médio Oriente e o lançamento do “Ghost Creator”

A internacionalização ganha agora também uma nova dimensão com a entrada estratégica no Dubai, depois de a Talents ter assegurado o Visitor Advertiser Permit nos Emirados Árabes Unidos, tornando-se, segundo a empresa, a primeira agência europeia autorizada a operar legalmente com criadores de conteúdo e publicidade em território árabe.

Esta certificação “resolve uma lacuna crítica de conformidade legal e fiscal para marcas e influenciadores que pretendem atuar no mercado de luxo do Dubai”, refere-se em nota de imprensa.

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Outra das novidades desta nova fase da agência prende-se com o lançamento do serviço “Ghost Creator”, uma proposta que pretende alterar a lógica tradicional de desenvolvimento criativo. Em vez de guiões concebidos exclusivamente por copywriters, as marcas passam a ter acesso direto a criadores de conteúdo representados pela Talents para desenvolver o conceito, guião e estratégia viral.

Estes top creators (agenciados pela Talents) desenham o conceito, o guião e a estratégia viral (o hook), que pode depois ser executada por micro-influenciadores, UGC ou pela própria equipa da marca. O objetivo passa por aproximar a criatividade da linguagem real das plataformas e dos algoritmos, aumentando potencial de relevância e partilha.

No âmbito das campanhas de marketing de influência, o grupo assegura ainda curadoria de talentos, gestão de orçamentos e supervisão de conteúdos, reduzindo a necessidade de articulação simultânea com agência de meios e agência criativa, numa abordagem que reforça o posicionamento integrado agora assumido.

A entrada no Dubai e o lançamento do Ghost Creator são, segundo Miguel Raposo, provas da evolução do grupo. “Estamos a construir uma empresa global e a profissionalizar a criatividade digital, garantindo que o conteúdo é, de facto rei, mas um rei que sabe falar a linguagem das pessoas e dos algoritmos”, afirma.

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“O nosso core business é resolver problemas de comunicação das marcas, seja em Lisboa, Porto, Madrid ou no Dubai. Desenvolvemos sites, gerimos redes sociais de grandes empresas e criamos estratégias digitais completas. Este rebranding serve para afirmar que somos uma Agência de Marcas global”, acrescenta.

Com quatro novas empresas a serem lançadas dentro do grupo, a estratégia é clara: controlar toda a cadeia de valor. “Quem trabalha connosco sabe que a nossa ambição é fazer o impossível acontecer, garantindo que os nossos clientes, onde quer que estejam no mundo, têm a melhor estrutura digital do mercado”, aponta ainda o responsável.




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