O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, anunciou que o país vai proibir o acesso a redes sociais a menores de 15 anos a partir de 1 de janeiro de 2027, numa medida que reflete a crescente preocupação com os impactos destas plataformas na saúde mental dos jovens.
Segundo o líder grego, o uso intensivo de redes sociais está associado a problemas como ansiedade, distúrbios do sono e comportamentos aditivos, agravados pela exposição constante a comparações sociais e conteúdos online, refere a Reuters. A proposta contará com um forte apoio da população, tendo em conta que cerca de 80% dos cidadãos gregos são favoráveis à proibição, de acordo com sondagens citadas pelo governo.
Nos últimos anos, a Grécia já tinha implementado restrições ao uso de telemóveis nas escolas e desenvolvido sistemas de controlo parental para limitar o tempo de exposição digital dos mais jovens. Além disso, dados do Greek Safer Internet Centre indicam que uma parte significativa (75%) das crianças que utilizam redes sociais está ainda no ensino básico, o que tem intensificado o debate sobre a necessidade de regulação.
A medida surge depois de a Austrália já ter proibido o acesso a menores de 16 anos, e de outros países europeus, como Espanha, Reino Unido, Áustria, Eslovénia e mesmo Portugal estarem a considerar e a trabalhar no desenvolvimento de legislação semelhante.














