Governo e seguradoras dão 17,5M, mas Leiria precisa de 30M

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Marketeer com Lusa
27/05/2026
21:02
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Governo e seguradoras dão 17,5M, mas Leiria precisa de 30M

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O Município de Leiria recebeu um total de 17,5 milhões de euros (ME) das seguradoras e do Governo, mas os gastos para reparar os danos do mau tempo já somam 30 ME, disse hoje o seu presidente, Gonçalo Lopes.

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“Recebemos 11 milhões de euros por parte do Governo, através do fundo de emergência, e recebemos da companhia de seguros 6,5 milhões de euros, que corresponde a uma percentagem do valor gasto atualmente próxima dos 50%”, afirmou Gonçalo Lopes à agência Lusa.

Numa entrevista quando se completam quatro meses da depressão Kristin, que atingiu o concelho a 28 de janeiro, Gonçalo Lopes adiantou que o município tem “comprometido até aos dias de hoje gastos na ordem dos 30 milhões de euros”.

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“É um valor totalmente impensável gastar em quatro meses por causa de uma tempestade. São 30 milhões de euros que nunca pensaríamos gastá-los neste período. E depois, claramente, há um défice entre o que já gastámos e aquilo que já recebemos, quer das seguradoras, quer do Estado”, explicou, notando que os 11 ME correspondem a um adiantamento.

Quanto aos 30 milhões de euros, o autarca referiu que foram gastos em “operações de limpeza, desobstrução de vias, alugueres de equipamento, obras no parque escolar, equipamentos culturais e municipais, sinalética, abrigos de passageiros, semaforização, limpeza de resíduos urbanos”, incluindo retirada e encaminhamento de coberturas com amianto. “Grande parte tem a ver com operações de limpeza e desimpedimento de vias e depois obras. E dentro das obras há uma rubrica de alugueres, que é o caso, por exemplo, das contentorizações, geradores e outras despesas”, explicou Gonçalo Lopes, adiantando que continua a limpeza florestal, que “também tem despesa”. Neste âmbito, referiu que o concelho tem 788 quilómetros de caminhos florestais, estando limpos 581 quilómetros, prevendo que, “até ao final da próxima semana, este processo esteja concluído”.

Os prejuízos no património municipal foram estimados em 193 milhões de euros. Segundo Gonçalo Lopes, as contas finais com as seguradoras não estão fechadas e vão demorar.

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“Agora é preciso cruzar o valor dos peritos das seguradoras com os da nossa peritagem, daí que nos principais equipamentos recorremos também a uma empresa externa para poder fazer peritagem e negociação com a companhia de seguros, uma vez que é uma área extremamente técnica, onde a Câmara não tem meios técnicos especializados para o efeito, que é o caso dos grandes equipamentos e grandes edifícios que foram muito destruídos”, declarou. Esse apoio vai ser dado por “uma empresa que trabalhou nos danos e sinistros de Valência [região espanhola atingida pela depressão DANA em outubro de 2024], e tem experiência internacional neste tipo de processos”, declarou.




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