Goldman Sachs revela simulação e aponta a equipa favorita a vencer o Mundial 2026 (e não é quem muitos esperavam)

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Sandra M. Pinto
09/06/2026
21:00
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Sandra M. Pinto
09/06/2026
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Uma análise da Goldman Sachs, baseada numa simulação de 50 mil cenários do Mundial 2026, coloca a Espanha como principal favorita à conquista do título, à frente de França, Argentina, Brasil e Inglaterra.

O modelo, construído a partir de cerca de 20 mil jogos internacionais disputados desde 1978, recorre ao sistema de classificação Elo — adaptado do xadrez ao futebol — para avaliar a força das seleções. A este indicador são acrescentadas variáveis como forma recente, capacidade ofensiva, historial em Mundiais, fatores psicológicos e condições de jogo, incluindo clima, altitude e vantagem de jogar em casa.

De acordo com os resultados, a Espanha surge no topo das probabilidades com 26% de hipótese de vencer o torneio. Seguem-se França (19%), Argentina (14%), Brasil (8%) e Inglaterra (5%), numa hierarquia que contraria parte das expectativas tradicionais do futebol internacional.

A seleção espanhola apresenta a melhor classificação Elo entre todas as participantes, segundo o estudo, beneficiando ainda de um conjunto de jogadores em destaque nas principais ligas europeias.

A simulação projeta igualmente um percurso relativamente favorável até às fases finais, com possível confronto diante da França nas meias-finais e uma eventual final frente à Argentina.

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O modelo incorpora o chamado “winner’s slump”, fenómeno estatístico que indica um desempenho frequentemente inferior dos campeões em título no Mundial seguinte. Esse fator é aplicado à Argentina, atual campeã do mundo, reduzindo as suas probabilidades de revalidar o título.

Ainda assim, a seleção argentina mantém 14% de probabilidade de vitória e surge projetada como potencial finalista.

A França aparece como principal rival da Espanha, sustentada pela profundidade do seu plantel e pelo nível elevado de talento individual. No entanto, o possível cruzamento com os espanhóis nas meias-finais limita as suas probabilidades globais.

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O Brasil surge em quarto lugar, com 8%, penalizado por menor consistência recente face a outras seleções do topo da classificação.

A Inglaterra surge com apenas 5% de probabilidade de vencer o Mundial. O estudo aponta para padrões históricos de desempenho abaixo do esperado em grandes torneios e eventuais dificuldades em jogos disputados em condições adversas, como altitude elevada.

México, Estados Unidos e Canadá beneficiam do fator casa. O México apresenta elevada probabilidade de ultrapassar a fase de grupos, enquanto os Estados Unidos também são apontados como candidatos a avançar na competição. O Canadá surge como possível surpresa.

A simulação aponta como cenário mais provável uma final entre Espanha e Argentina, com vitória da seleção espanhola, que conquistaria assim o segundo título mundial da sua história, após 2010.

Apesar das projeções, os autores do estudo sublinham que “o futebol permanece altamente imprevisível e que os resultados dependem de múltiplos fatores não captáveis por modelos estatísticos“.

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