GMC’19: Faster, better, cheaper é a aposta de Martin Sorrell

«Os clientes querem estar no controlo. O que procuram é ter as melhores pessoas a trabalharem com eles.» As palavras são de Sir Martin Sorrell, executive chairman da S4 Capital (deixou a liderança do grupo WPP em Maio de 2018), durante a Global Marketer Conference que se realizou ontem, em Lisboa.

O profissional não tem dúvidas de que “faster, better, cheaper” é o que serve verdadeiramente os interesses actuais dos clientes, que o conseguem com estruturas menos em silos e verticalizadas e mais em estruturas leves que sejam propensas ao desenvolvimento de inovação. E vai mais longe defendendo que os profissionais não devem encarar os falhanços como o oposto do sucesso, mas sim como plataformas para o sucesso.

Daí que confesse que na empresa que hoje lidera se desloquem aos clientes para que sejam os próprios clientes a dizer em que moldes querem trabalhar.

Apesar disso, Sir Martin Sorrell deixa alguns recados aos anunciantes para o futuro: «As agências foram postas sob pressão e mudaram. Mas os clientes também têm de mudar. Não faz sentido pôr a pressão nas agências se o cliente, o anunciante, não mudar também.»

E se a buzzword do dia, durante o evento que decorreu no Convento do Beato, parecia ser “propósito”, o histórico gestor também tinha uma palavra a dizer, garantindo que a atenção que se dá é sobrevalorizada. E explicou o porquê: «Se uma empresa está num negócio a longo prazo vai ter de ter o propósito e ter em conta o interesse dos seus stakeholders.»

Fazendo uma referência ao grupo que anteriormente liderou – WPP – e do qual ainda é o maior accionista em nome individual, Sir Martin Sorrell deixou claro que não acredita que uma agência possa ter sucesso global mantendo a sua sede em Paris ou Londres. «O centro de decisão das agências tem de estar em Nova Iorque. Se quer gerir um negócio global tem de ser lá. É onde está o centro de decisão das multinacionais.» E vai mais longe assegurando que quando ainda estava em funções na WPP, em dois dias conseguia visitar dois terços dos clientes do grupo, a partir da cidade norte-americana.

Texto de Maria João Lima

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