A comodidade dos pagamentos sem contacto trouxe rapidez e facilidade, mas também abriu portas a um tipo de fraude praticamente invisível: o ghost tapping, ou “toque fantasma”. Neste esquema, ladrões conseguem fazer cobranças nos cartões de crédito ou débito sem tocar na vítima ou mesmo ter acesso físico ao cartão.
O método baseia-se na tecnologia NFC dos cartões, que respondem automaticamente a leitores próximos. O criminoso só precisa de aproximar um dispositivo — que pode ser um leitor portátil ou um datáfono disfarçado — do bolso, mala ou mochila da vítima durante alguns segundos. Se o valor da compra não exigir PIN, a operação é autorizada de imediato, deixando o titular do cartão sem perceber que está a ser vítima de fraude.
Nos últimos anos, as denúncias de uso fraudulento de NFC cresceram entre 100% e 150%, alertando especialistas e autoridades para a vulnerabilidade dos cartões físicos. Em contraste, os pagamentos por telemóvel através de carteiras digitais como Apple Pay ou Google Pay são mais seguros, pois exigem desbloqueio biométrico e autorização direta do utilizador antes de transmitir dados financeiros.
Para se proteger do ghost tapping, os especialistas recomendam o uso de fundas com proteção RFID, que bloqueiam o sinal dos cartões, impedindo que leitores não autorizados acedam às informações. Esta é uma medida simples, mas eficaz, num mundo cada vez mais dependente de pagamentos digitais e rápidos, onde a segurança invisível se tornou tão importante quanto a comodidade.












