Um novo estudo revela que a geração Z confia mais em reviews/críticas de outros utilizadores do que em influenciadores, estando os jovens a redefinir as regras da credibilidade no marketing digital, o que pode obrigar marcas e criadores a repensar estratégias
De acordo com um estudo conduzido pela Walr para a We Are Talker e divulgado pelo New York Post, 72% dos consumidores da geração Z consideram as reviews de clientes como a fonte mais credível quando avaliam uma marca. No ranking de confiança, seguem-se as investigação independente e opiniões de especialistas (68%), seguidas de artigos de imprensa (58%).
Já conteúdos diretamente associados a marcas, surgem mais abaixo como acontece com a publicidade e redes sociais da marca (57%), conteúdos de influenciadores (55%) e ações de relações públicas, campanhas e ativações de marca (46%).
Os dados – obtidos através da entrevista a 2.000 norte-americanos com idades entre 18 e 28 anos – apontam assim para uma preferência clara por conteúdos percecionados como autênticos e não mediados por interesses comerciais, sendo que entre os principais fatores que levam a geração Z a envolver-se com uma marca estão Informação clara e útil (37%) e o ver pessoas reais a falar sobre o produto (35%).
Este comportamento reforça a importância da confiança construída através de experiências reais de outros consumidores, em detrimento de mensagens controladas pelas marcas. Apesar de continuarem a ter um papel relevante no ecossistema digital, os influenciadores parecem estar a enfrentar um crescente ceticismo por parte das audiências mais jovens.
A perceção de conteúdos patrocinados, muitas vezes excessivamente produzidos ou pouco transparentes, pode estar a contribuir para esta quebra de confiança, sendo que, em paralelo, os consumidores mostram-se mais atentos à autenticidade e à coerência das recomendações.
Ainda assim, isso não significa o fim do marketing de influência, mas antes uma eventual necessidade de adaptação, com conteúdos mais espontâneos, experiências reais e parcerias menos “escritas” a tenderem a gerar maior credibilidade. Para as marcas, o desafio é passa por conseguir passar uma discurso menos promocional e uma maior evidência concreta do valor dos produtos ou serviços.














