Geração Z acelera a consolidação do consumo digital na Península Ibérica

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Marketeer
16/01/2026
11:15
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Geração Z acelera a consolidação do consumo digital na Península Ibérica

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A Geração Z está a assumir um papel central na transformação do consumo digital na Península Ibérica, num contexto em que o comércio eletrónico deixou de ser uma alternativa para se afirmar como um dos principais motores da economia. Em 2025, Espanha e Portugal consolidaram um mercado digital avaliado em cerca de 125 mil milhões de euros anuais, resultado de um crescimento sustentado e de uma mudança estrutural nos hábitos de compra dos consumidores, avança o puro marketing.

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De acordo com o mais recente relatório de comércio eletrónico dos CTT, o volume de negócios gerado pelas compras online de bens e serviços registou um aumento de 13,7% face ao ano anterior, apoiado por uma base de mais de 33 milhões de utilizadores ativos. A digitalização passou a integrar o quotidiano das decisões de consumo, levando o retalho tradicional a adotar modelos híbridos que combinam presença física e canais digitais, com maior foco na conveniência e autonomia do cliente.

A moda e a eletrónica de consumo continuam a liderar as preferências dos compradores, mas surgem diferenças relevantes entre os dois mercados. Em Portugal, o crescimento foi mais equilibrado entre categorias, com especial incidência nos artigos para o lar, revelando um alargamento da digitalização a áreas mais funcionais da vida doméstica. Este crescimento foi acompanhado pelo aumento do número de compradores.

A sustentabilidade tornou-se igualmente um fator determinante nas escolhas dos consumidores, em particular no que respeita à logística. Uma maioria significativa dos compradores ibéricos demonstra disponibilidade para aceitar prazos de entrega mais longos sempre que isso implique uma redução do impacto ambiental. Esta sensibilidade tem impulsionado soluções alternativas à entrega ao domicílio, como os cacifos inteligentes e os pontos de recolha, que oferecem maior flexibilidade horária e reduzem falhas na distribuição. Embora a entrega em casa continue a ser dominante, a sua importância tende a diminuir progressivamente, com Portugal a destacar-se na adoção destas novas modalidades.




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