Para a Galp, os festivais são uma oportunidade para aproximar pessoas, apoiar projectos com impacto social e criar experiências que vão além da música
A presença da Galp nos festivais de Verão parte de uma ambição simples: estar próxima das pessoas de uma forma diferente daquela que o dia-a-dia permite. A música ocupa um lugar relevante na estratégia da empresa, não apenas pela capacidade de mobilização dos festivais, mas também pelo potencial que oferece para criar ligações e gerar impacto nas comunidades.
«A música ocupa um lugar especial na estratégia da Galp porque faz o que poucas plataformas conseguem: criar ligações genuínas entre as pessoas e a marca, nos momentos em que estão mais receptivas e emocionalmente presentes», explica Filipa Lopes Ribeiro, responsável de marca da Galp. A ideia liga-se directamente ao mote escolhido para este território – “A tua energia traz magia” – e à convicção de que «a energia mais importante é a das pessoas».
É essa visão que sustenta a presença da empresa nos festivais. Com uma estratégia de capilaridade, assente na presença em três festivais de norte a sul do País, a Galp vê estes eventos como uma oportunidade para reforçar proximidade, notoriedade e ligação emocional com os portugueses.
A entrada como patrocinadora oficial do NOS Alive representou uma nova etapa nesse percurso. Mas, como sublinha Filipa Lopes Ribeiro, o objectivo nunca foi ser apenas mais um patrocinador. «Awareness, diferenciação, proximidade, experiência e multienergia são as cinco palavras que resumem a nossa ambição.»
Essa presença desenvolve-se em duas dimensões complementares. Por um lado, a energia que faz o festival funcionar. Enquanto parceiro multienergia do NOS Alive, a Galp abastece os geradores com combustível renovável HVO, fornece electricidade ao recinto e apoia a logística da organização através dos cartões Galp Frota.
Os festivais são também uma oportunidade para mostrar de forma concreta como as soluções multienergia encontram aplicação em contextos reais. Num evento com a dimensão do NOS Alive, a Galp demonstra no terreno a sua utilização em operações de grande escala, reforçando o seu posicionamento enquanto empresa multienergia.
Por outro, aposta na criação de experiências capazes de gerar ligações emocionais e de traduzir os valores da marca junto do público. Afinal, como resume a responsável, «não somos uma marca que pense a sua presença em termos de visibilidade: na Galp pensamos em termos de contribuição».
Impacto com palco próprio
É precisamente nessa lógica que o impacto social assume um papel central. «O impacto social não é um add-on à nossa presença nos festivais – é parte integrante da forma como a pensamos desde o início.» A pergunta, explica Filipa Lopes Ribeiro, não é apenas como comunicar a marca, mas também que histórias merecem ser contadas e que projectos merecem ganhar visibilidade através destas plataformas.
O exemplo mais evidente é a Orquestra Maré do Amanhã. Apoiado pela Fundação Galp através da Petrogal Brasil, o projecto nasceu no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e oferece ensino gratuito de música a crianças e jovens de comunidades vulneráveis. O objectivo passa por criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional através da educação musical, ajudando a afastar estes jovens de contextos de exclusão e violência.
Mais do que um projecto artístico, a Orquestra Maré do Amanhã afirma-se como uma iniciativa de transformação social. Através da formação musical, cria oportunidades de aprendizagem, desenvolvimento e inclusão para crianças e jovens que enfrentam realidades particularmente exigentes. A música funciona como ferramenta de desenvolvimento, mas também como instrumento de construção de confiança, disciplina e perspectiva de futuro. É essa combinação entre cultura, educação e impacto social que levou a Fundação Galp a associar-se ao projecto e que faz desta iniciativa um dos exemplos mais representativos da sua intervenção social.
Os números ajudam a perceber a dimensão da iniciativa: 4 mil jovens apoiados, 49 escolas envolvidas, presença em 16 comunidades do Rio de Janeiro e uma taxa de permanência de 98%. Entre 2024 e 2027, o apoio da Fundação Galp representa um investimento de 4,7 milhões de euros.
Mais do que apoiar uma actuação num festival, o objectivo passa por dar visibilidade a uma iniciativa que acompanha milhares de jovens e que tem vindo a criar oportunidades concretas de desenvolvimento educativo, pessoal e social. A 9 de Julho, a Orquestra Maré do Amanhã sobe ao palco Galp Fado Café no NOS Alive, levando esta história a um público alargado e demonstrando como a música pode funcionar como motor de transformação social.
Para a Galp, o simbolismo desse momento vai muito além da programação musical. É, nas palavras de Filipa Lopes Ribeiro, «dar palco, no sentido literal e figurativo», a um projecto cujo impacto ultrapassa largamente o universo da música. «Não queremos que as pessoas se lembrem de um stand ou de um logo. Queremos que se lembrem de um momento», afirma.
A mesma lógica aplica-se à Rua Galp, onde os visitantes encontrarão um mural criado por jovens da TUMO Lisboa, outra iniciativa apoiada pela Fundação Galp. Tal como acontece com a Orquestra Maré do Amanhã, a ideia passa por utilizar um dos maiores festivais do país para apresentar projectos que dificilmente chegariam, por si só, a uma audiência desta dimensão. Esta iniciativa permite que o trabalho destes jovens criativos seja apresentado perante milhares de pessoas, transformando o festival numa plataforma de expressão e visibilidade para novos talentos.
Para lá dos concertos, os festivais tornaram-se espaços de criatividade e descoberta onde coexistem diferentes formas de expressão cultural. A Galp procura reforçar essa dimensão, contribuindo para que jovens criadores cheguem a uma audiência que dificilmente alcançariam por outros meios.
A importância destas iniciativas torna-se ainda mais evidente junto das gerações mais novas, que esperam das marcas mais do que uma simples presença. «As gerações mais jovens não se relacionam com as marcas da mesma forma que as anteriores. Não basta estar presente; é preciso fazer sentido », refere Filipa Lopes Ribeiro. Para estes públicos, acrescenta, a autenticidade deixou de ser um detalhe para passar a ser um critério de escolha.
É por isso que iniciativas como a Orquestra Maré do Amanhã assumem um papel tão relevante na estratégia da marca. «Quando levamos a palco a Orquestra Maré do Amanhã, estamos a falar a mesma linguagem de uma geração que valoriza o impacto real.»
Mas a ligação da Galp à música não se esgota no público nem nos projectos apoiados pela Fundação. A música faz também parte da cultura interna da organização. Um dos exemplos mais visíveis é o dos Luzco Fuzco, grupo formado por cinco colaboradores de diferentes áreas da empresa e que este ano sobe ao palco Galp Fado Café antes da abertura oficial do NOS Alive. O momento integra uma iniciativa mais ampla de envolvimento dos colaboradores. Antes do arranque do festival, a Galp vai levar 350 colaboradores à abertura da época de festivais, proporcionando-lhes uma experiência exclusiva que inclui a actuação do grupo criado dentro da própria organização.
«Levar 350 colaboradores à abertura da época de festivais, com um concerto da nossa própria banda, diz tudo sobre a forma, de dentro para fora, como vivemos a música», sublinha Filipa Lopes Ribeiro.
Para a Galp, esta ligação à música não é apenas comunicação externa. A presença dos Luzco Fuzco no palco do NOS Alive é a demonstração mais visível de como este território é vivido internamente.
A lógica estende-se também aos clientes. Através da App Mundo Galp, os utilizadores podem aceder a bilhetes para festivais através de ofertas ou da utilização do cashback acumulado.
A intenção passa por integrar os festivais numa relação mais ampla que se constrói ao longo do ano. Ao criar benefícios associados a estes eventos, a marca procura aproximar o território da música do dia-a-dia dos utilizadores e transformar a experiência dos festivais num ponto adicional de contacto com os seus clientes.
Para Filipa Lopes Ribeiro, os festivais não devem ser encarados como um território isolado. «Os festivais não existem numa bolha. São um momento de intensidade numa relação que se constrói ao longo de todo o ano.»
Muito para lá da visibilidade
A exigência dos festivaleiros deverá continuar a aumentar nos próximos anos. As marcas serão cada vez mais chamadas a justificar a sua presença através da autenticidade, da relevância e do impacto gerado.
«As que sobreviverem serão as que conseguirem ir além da visibilidade.» Para a Galp, isso significa continuar a combinar o papel de parceiro energético com a criação de experiências relevantes e com a capacidade de dar palco a projectos que fazem a diferença nas comunidades.
A Orquestra Maré do Amanhã, os jovens da TUMO Lisboa e a banda Luzco Fuzco ilustram essa visão. No fundo, é essa a ambição da Galp: fazer dos festivais um palco para pessoas, projectos e comunidades, cujo impacto vai muito para lá da música.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “As Marcas na Música e os Festivais Verão” da edição de Julho (n.º 360) da Marketeer.












