O nome de Francisco Pinto Balsemão passou a fazer parte da toponímia de Cascais. A nova Avenida Francisco Pinto Balsemão foi inaugurada esta terça-feira, 1 de setembro, numa cerimónia realizada junto ao Forte de São Jorge de Oitavos, numa homenagem que pretendeu reconhecer o contributo do antigo primeiro-ministro para a democracia portuguesa, mas também o seu papel na defesa da liberdade de imprensa e na transformação dos media nacionais.
A nova avenida liga a Rotunda Pedro Monjardino à Avenida Nossa Senhora do Cabo e foi escolhida pelo município pela sua centralidade e visibilidade. A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da Junta de Freguesia de Cascais e Estoril, Francisco Kreye, e de familiares de Francisco Pinto Balsemão.
Para a indústria dos media e da comunicação, a homenagem assume particular relevância, tendo Balsemão sido responsável pela criação de alguns dos projetos que mais contribuíram para alterar o panorama mediático português nas últimas décadas.
Do Expresso à televisão privada
Em 1973, Francisco Pinto Balsemão fundou o Expresso, num período ainda marcado pela censura do Estado Novo. O semanário tornou-se uma referência da imprensa portuguesa e acompanhou a transformação política e social do país após o 25 de Abril. Mais tarde, esteve na origem da Impresa, grupo de media que viria a reunir diferentes ativos na imprensa, televisão e outros meios de comunicação. Entre eles esteve a SIC, que iniciou emissões em 1992 como o primeiro canal de televisão privado em Portugal.
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A entrada da SIC no mercado marcou uma mudança profunda no panorama televisivo nacional, introduzindo um novo modelo de concorrência e contribuindo para a transformação da indústria audiovisual portuguesa. É neste percurso que se encontra uma das dimensões mais relevantes do legado de Balsemão para o setor da comunicação: a criação e desenvolvimento de projetos que ajudaram a alterar a forma como os portugueses consumiam informação e entretenimento e, consequentemente, o ecossistema em que marcas e anunciantes comunicavam.
A Câmara de Cascais enquadrou a homenagem precisamente neste legado, destacando o contributo de Balsemão para a democracia, o pluralismo informativo e a liberdade de imprensa.
Um percurso que passou também pela política
A carreira de Francisco Pinto Balsemão não se limitou aos media. Cofundador do PSD, foi deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República e ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 1981 e 1983.
Manteve, contudo, uma ligação particularmente forte ao setor da comunicação social ao longo da sua vida profissional, tendo liderado a Impresa durante várias décadas.
A sua relação com Cascais era também antiga, tendo o empresário e antigo primeiro-ministro vivido no concelho e mantido uma ligação próxima à comunidade local.
Francisco Pinto Balsemão morreu em 2025, aos 88 anos.
Edifício da Impresa muda de nome. Chama-se a partir de hoje “Edifício Francisco Pinto Balsemão”












