“Filtros de cigarros libertam microplásticos em grande escala”, alerta estudo

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17/02/2026
10:30
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17/02/2026
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Um novo estudo da University at Buffalo revela que os filtros de cigarros representam uma fonte significativa de microplásticos nos ambientes aquáticos. A pesquisa indica que, ao contacto com a água, um único filtro pode libertar dezenas de microfibras quase de imediato, aumentando ao longo de dias conforme a movimentação da água.

Durante 10 dias de observação em laboratório, os investigadores verificaram que cada filtro libertava entre 63 e 144 microfibras, dependendo da agitação da água. Cada filtro contém mais de 10.000 microfibras de acetato de celulose, material comum nestes resíduos, cuja rápida libertação ainda não tinha sido estudada em detalhe.



Com base nas estimativas do estudo, entre 71 milhões e 1,4 mil milhões de microfibras de filtros de cigarro podem ser libertadas diariamente nas águas de Nova Iorque, destacando a dimensão ambiental do problema. Além da poluição física, estas fibras transportam também contaminantes químicos aderidos, representando uma dupla ameaça para os ecossistemas aquáticos.

O estudo sugere medidas práticas para reduzir este impacto, como a instalação de recipientes específicos para beatas e filtros em sistemas de esgotos pluviais, bem como campanhas de sensibilização sobre o descarte correto.

A investigação, publicada no Journal of Hazardous Materials, sublinha a necessidade de considerar os filtros de cigarros como uma fonte relevante de microplásticos, até agora frequentemente ignorada nos estudos de poluição aquática.




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