A 2.ª edição do programa de bolsas de investigação em alterações climáticas, dirigido a estudantes de mestrado em instituições do ensino superior português está prestes a arrancar. Promovida pela Fidelidade, através do Impact Center for Climate Change, o período de candidaturas decorre de 1 de junho até 31 de julho.
O programa de bolsas de investigação em alterações climáticas visa fomentar o desenvolvimento de projetos científicos inovadores, com uma abordagem interdisciplinar e impacto direto na sociedade portuguesa. É dirigido a estudantes matriculados no 2º ano de ciclos de estudo conducente ao grau de mestre, no ano letivo 2026/2027, em instituições do ensino superior português, públicas ou privadas.
No total, serão atribuídas até cinco bolsas de investigação, no valor mensal de 920 euros, com uma duração de seis a nove meses.
“A forte adesão à primeira edição mostrou-nos que há talento e vontade de investigar estes temas em Portugal, e é com esse impulso que avançamos para uma segunda edição. A promoção de conhecimento científico é um dos eixos centrais do Impact Center for Climate Change e queremos que o apoio a estes projetos possa materializar-se em soluções concretas de adaptação e mitigação dos riscos físicos que decorrem das alterações climáticas. Sabemos que estes desafios não se resolvem a partir de uma única disciplina, e por isso valorizamos contributos das mais diversas áreas científicas, pois as alterações climáticas são um fenómeno sistémico, que exige uma leitura integrada e o diálogo entre diferentes campos do conhecimento”, comenta Rui Esteves, cocoordenador do Impact Center for Climate Change da Fidelidade.
Os projetos submetidos deverão alinhar-se com os princípios do Impact Center for Climate Change da Fidelidade, abordando de forma integrada os riscos físicos mais relevantes para Portugal Continental – como incêndios florestais, ondas de calor extremas, secas prolongadas, precipitação intensa e tempestades, inundações e subida do nível do mar – e os seus impactos sobre os sistemas socioeconómicos, nomeadamente na saúde pública, bem-estar, habitação, sectores económicos, infraestruturas, biodiversidade e ecossistemas.












