O Wool regressa à Covilhã entre 11 e 21 de junho para a sua 13.ª edição, reafirmando-se como o festival de arte urbana mais antigo em Portugal. A iniciativa assinala 15 anos de existência e volta a ocupar o espaço público com murais, instalações e programação cultural espalhada pela cidade.
Ao longo de 10 dias, a Covilhã será palco de pintura mural, exposições, concertos, cinema, workshops, residências artísticas e conversas, com a participação de artistas nacionais e internacionais.
Entre as principais intervenções desta edição está a criação de um novo mural na zona baixa da Covilhã pelo artista sul-africano Ben Johnston. O italiano Tellas irá desenvolver uma intervenção no edifício da APAE — Associação de Antigos Professores, Alunos e Empregados da Escola Campos Melo, com uma abordagem abstrata inspirada na paisagem.
O coletivo canadiano Nasarimba participa no âmbito de uma digressão europeia apoiada pelo Calgary Arts Development, com passagem por várias cidades antes de chegar à Covilhã.
A representação portuguesa ficará a cargo do Projeto Ruído e de Mariana a Miserável. O coletivo vai assinar um mural comemorativo dos 100 anos do Orfeão da Covilhã, enquanto a artista irá desenvolver 10 painéis de azulejo dedicados à identidade local, a instalar no centro histórico.
Está ainda prevista uma instalação de grande dimensão do coletivo espanhol Penique e projetos de arte pública do artista Addam Yekutieli, conhecido como Know Hope.
A programação musical mantém-se como uma das apostas do festival. Estão previstas residências artísticas, concertos e mini-concertos distribuídos por vários pontos da cidade.
O músico Noiserv atua a 19 de junho num encontro com o Conservatório de Música da Covilhã. No dia seguinte, sobe ao palco a banda Unsafe Space Garden, num concerto integrado na programação musical do festival.
Entre 16 e 18 de junho decorrem ainda mini-concertos de artistas locais, que acompanham a execução dos murais e aproximam o público do processo criativo.
No cinema, destaque para a estreia nacional do documentário “Know Hope: the abstract and the very real”, de Omer Shamir, centrado no percurso artístico de Addam Yekutieli.
O festival inclui ainda cinco exposições, entre fotografia, identidade visual do próprio evento e uma mostra permanente no Museu da Covilhã.
Com entrada gratuita, o Wool reforça o posicionamento da Covilhã como um dos principais polos nacionais de arte urbana contemporânea.











