Dez anos depois do último grande evento promovido pelo Continente na Praça do Comércio, a marca prepara-se para regressar a Lisboa com uma nova edição da “Festa na Praça Lisboa”, marcada para 12 de Setembro. Música, gastronomia e animação gratuita vão ocupar o centro da capital naquele que será um dos momentos mais importantes do “Verão Continente”, iniciativa que este ano vai percorrer mais de 40 concelhos do País ao longo de 70 dias de programação.
A aposta no regresso à capital surge depois de vários pedidos feitos pelo público, garante Filipa Appleton, directora de brand & marketing do Continente, em entrevista à Marketeer.
«Para nós tem sido um privilégio poder responder aos pedidos que nos têm feito de norte a sul do País. É verdade que não foi só o regresso a Lisboa que nos pediram. Pediram-nos mais sessões de Cinema na Praça, por isso este ano vamos fazer 20 em vez de 10, e também que as Festas na Praça se mantivessem e, em algumas localidades, passassem de um dia para dois», afirma.
A responsável explica que existia uma vontade especial de voltar à Praça do Comércio, espaço onde o Continente realizou uma das suas mais emblemáticas iniciativas de verão. «Poder agora voltar a Lisboa e celebrar com os lisboetas é um privilégio e um orgulho. Além disso, os convites que fizemos ao nível da gastronomia e da música estão a ajudar a criar uma grande festa», acrescenta.
O evento em Lisboa terá como principal cabeça de cartaz Mariza, o primeiro nome confirmado pela marca. A fadista actuará num espectáculo que o Continente quer assumir como uma homenagem à cidade e à cultura lisboeta.
«Vamos ter a Mariza, o que para nós é muito especial. É uma celebração da cultura de Lisboa, do Fado e de uma Lisboa bairrista. A Mariza é uma das maiores artistas portuguesas e leva Portugal muito longe, por isso é muito importante para nós tê-la connosco», refere Filipa Appleton.
Além da música, a gastronomia continuará a ter um papel central na activação, com o regresso da popular “Grelha do Chakall”, presença habitual nos eventos da marca. «Também o Chakall aceitou novamente trazer a sua grelha, que é sempre um sucesso», afirma a responsável.
A “Festa na Praça Lisboa” integra o programa mais alargado do “Verão Continente”, que ao longo dos próximos meses vai levar concertos, cinema ao ar livre, gastronomia e iniciativas ligadas ao desporto a dezenas de localidades portuguesas, incluindo as ilhas. Segundo a marca, a expectativa é impactar mais de um milhão de pessoas.
«Estamos cheios de energia e vontade de fazer estes 70 dias de festa, em 40 concelhos, incluindo as ilhas, e poder celebrar aquilo que acreditamos que será um Verão vivido por mais de um milhão de pessoas connosco», sublinha Filipa Appleton.
O arranque da programação acontece já nos dias 11 e 12 de Julho, com a oitava edição do Festival da Comida Continente, no Parque da Cidade do Porto. O evento, apresentado
pela marca como o maior festival gratuito de gastronomia e entretenimento do País, continua a assumir-se como uma das principais plataformas de activação do Continente junto dos consumidores.
Ainda durante o mês de Julho, regressa também a iniciativa itinerante “Festa na Praça”, inspirada nas festas populares, que este ano passará por nove localidades e permanecerá durante dois dias em cada uma delas. O formato contará com artistas nacionais e músicos locais, numa tentativa de reforçar a ligação às diferentes comunidades.
Outra das novidades passa pelo reforço do “Cinema na Praça”, iniciativa de cinema ao ar livre que este ano duplica o número de sessões. Entre Julho e Setembro, o projecto vai percorrer 20 localidades portuguesas com exibições do filme “O Diabo Veste Prada 2”.
Mas o “Verão Continente” não se ficará apenas pela música e gastronomia. O desporto terá também um papel relevante na estratégia da marca, numa altura em que Portugal se prepara para disputar o Campeonato do Mundo de futebol.
«Sem dúvida. Nem só de gastronomia, bons vinhos e música se faz o Verão. O desporto também vai ter um papel importante. Este ano, sendo ano de Mundial, somos parceiros da Federação Portuguesa de Futebol e vamos apoiar a selecção nacional», explica Filipa Appleton.
O Continente vai também manter a associação à Volta a Portugal em Bicicleta, reforçando igualmente a ligação ao movimento olímpico, depois de se ter tornado parceiro alimentar oficial da Equipa Portugal rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
«Temos também um amuleto especial da sorte associado a esta campanha e queremos convidar todos os portugueses a manterem viva a tradição e a apoiarem Portugal», refere a responsável. «Já estamos a pensar em Los Angeles 2028 e em alimentar esta fome de vencer dos atletas olímpicos.»
Para o Continente, estas iniciativas funcionam também como uma forma de reforçar a proximidade emocional da marca junto dos consumidores, levando a experiência para fora das lojas.
«É muito importante que a marca seja vivida. Estas activações permitem-nos levar o Continente para fora das lojas e criar experiências reais com as pessoas. Claro que a marca já é experienciada diariamente através dos produtos, dos serviços e das plataformas digitais, mas estes eventos gratuitos permitem celebrar aquilo que é a marca e os seus valores.»
Segundo Filipa Appleton, ao fim de mais de quatro décadas de presença no mercado português, o objectivo destas activações já não passa apenas pela notoriedade.
«Felizmente, ao fim de 41 anos, o Continente já conquistou notoriedade e awareness. Hoje, estas iniciativas têm sobretudo a ver com proximidade, ligação emocional e carinho.»
Essa estratégia passa também pela experimentação directa dos produtos da marca. «Queremos que as pessoas experienciem os nossos produtos: as carnes, as sobremesas, as frutas, os legumes, os queijos, as bebidas, a Cozinha Continente. Essa ligação emocional e essa conquista “pelo estômago”, pela boa disposição, é aquilo que queremos que as pessoas sintam quando pensam no Continente.»
Num verão particularmente competitivo para as marcas, impulsionado pela realização do Mundial de futebol, o Continente acredita que a campanha associada ao conceito “alimentar a fome de vencer” poderá ajudar a reforçar essa ligação emocional.
«Acreditamos que esta ideia de “alimentar a fome de vencer” vai criar uma ligação muito forte. Queremos alimentar a fome de vencer dos jogadores, dos atletas, dos adeptos e dos fãs. O talento e a qualidade estão nos nossos jogadores e no nosso seleccionador. Agora, nós temos de fazer a nossa parte: apoiar, vibrar e não quebrar a tradição.»












