Facebook recua no reconhecimento facial automático

Antecipando-se a uma série de investigações que estavam em curso, a rede social Facebook anunciou que irá apagar a sua base de dados para os utilizadores da União Europeia que permitia a funcionalidade de reconhecimento facial automático em fotografias.

A funcionalidade, que reconhecia automaticamente pessoas nas fotografias publicadas na rede social e sugeria nomes aos utilizadores, estava a ser alvo de investigação por parte diferentes reguladores de protecção de dados na União Europeia, preocupados com a possível violação da privacidade dos utilizadores. As investigações acabaram por levar o Facebook a tomar a decisão de apagar a base de dados, o que deverá ocorrer até ao próximo dia 15 de Outubro.

A decisão foi comunicada pelo regulador de privacidade irlandês, o Irish Office of the Data Protection, que chegou a acordo com o Facebook. Segundo aquele organismo, citado pela agência Bloomberg, daqui para a frente a rede social terá de pedir autorização aos reguladores “caso queira voltar a oferecer esta funcionalidade aos utilizadores da União Europeia”.

A decisão voluntária de eliminar a base de dados “é a confirmação de que não estamos apenas alinhados com as leis europeias de protecção de dados, como por vezes também vamos além das suas recomendações iniciais”, declarou o Facebook em nota de imprensa, citada pela Bloomberg.

Entre as entidades que investigavam a funcionalidade de reconhecimento facial do Facebook estavam o regulador norueguês e um grupo de reguladores conhecido como Article 29 Data-Protection Working Party, o qual já havia avisado que as pessoas tinham de dar consentimento prévio para o uso da sua imagem. No final da semana passada, também o comissário alemão para a proteção de dados emitiu uma ordem administrativa determinando que a rede social liderada por Mark Zuckerberg só pode criar e armazenar perfis biométricos para esta funcionalidade com o consentimento dos utilizadores.

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