Europa tem a melhor qualidade de vida

É na Europa que se podem encontrar as melhores cidades para viver este ano. Segundo o estudo “Quality of Living 2017” da Mercer, o aumento da volatilidade política e financeira no continente não impede que seja um destino atractivo para empresas em expansão e para o acolhimento de profissionais expatriados.

Viena é a cidade com maior nível de qualidade de vida a nível mundial, ocupando o topo da tabela pelo oitavo ano consecutivo. Segue-se Zurique, Auckland, Munique, Vancouver, Dusseldorf, Frankfurt, Genebra, Copenhaga e Basileia, fazendo com que oito das cidades presentes no top 10 sejam europeias.

Quanto a Portugal, conta com Lisboa como representante na edição deste ano do estudo da Mercer. Apesar de ter descido um lugar relativamente a 2016, ficando em 43.º, surge à frente de metrópoles como Nova Iorque e Madrid. Bagdade, por seu turno, é considerada a cidade com pior qualidade de vida.

Para Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal, é essencial que as multinacionais e governos tenham acesso a toda a informação referente à qualidade de vida das cidades. «Em períodos de maior incerteza, as organizações que planeiam estabelecer-se ou enviar colaboradores para um novo local devem garantir que conhecem toda a informação e o contexto da cidade, incluindo a sua viabilidade enquanto local de negócios e o nível de atractividade para o talento crítico da organização», conclui.

Infra-estruturas

Este ano, a Mercer decidiu avaliar as infra-estruturas separadamente dos restantes parâmetros, dada a importância que tem para a classificação das cidades. O acesso à rede de transportes, serviços de energia fiáveis e água potável são alguns dos factores tidos em conta, bem como a qualidade das telecomunicações e variedade de voos internacionais a partir de aeroportos locais.

Neste caso, Singapura ocupa o primeiro lugar, seguida por Frankfurt e Munique (ambas em segundo lugar). Lisboa surge na 60.ª posição, acima de cidades como Lyon e Roma. Na outra ponta da lista está novamente Bagdade, acompanhada por Port au Prince.

«A infra-estrutura de uma cidade, ou a falta dela, pode afectar consideravelmente a qualidade de vida que os expatriados e as respectivas famílias usufruem diariamente», refere Tiago Borges, responsável da área de Career na Mercer Portugal. O profissional indica ainda que «uma infra-estrutura bem desenvolvida pode ser uma vantagem competitiva importante para as cidades ou municípios que querem atrair empresas multinacionais e investimento estrangeiro».

O estudo “Quality of Living 2017” tem como objectivo ajudar as empresas e organizações no estabelecimento de uma compensação justa para os colaboradores expatriados. A edição deste ano inclui recomendações para mais de 450 cidades de todo o mundo.

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