Estudo revela que “música ao vivo gera 25 milhões de euros e dinamiza cidades portuguesas”

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20/05/2026
07:00
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Um estudo inédito do IPAM Porto conclui que os concertos realizados por Pedro Abrunhosa em Portugal ao longo de 2025 geraram um impacto económico direto estimado em cerca de 25 milhões de euros, evidenciando o papel da música ao vivo como motor de dinamização territorial. A análise aponta para um efeito particularmente impulsionado pelos espectadores não residentes, que representam mais de metade do público e concentram os níveis de despesa mais elevados.

O levantamento, desenvolvido pelas investigadoras Ana Ramires e Isabel Machado, baseou-se em 933 respostas válidas de espectadores e avaliou o efeito direto dos eventos na economia local, considerando gastos em alimentação, deslocação, alojamento, comércio e lazer. Os resultados mostram que os concertos ao ar livre atraíram mais de 435 mil espectadores e geraram cerca de 20 milhões de euros, com gasto médio de 43 euros por pessoa. Já os espetáculos em recintos fechados, com 65,5 mil participantes, contribuíram com 5 milhões de euros, representando uma média de 55 euros por espectador.

Mais de metade do público (55%) não reside na cidade do concerto, confirmando a capacidade destes eventos para captar visitantes e gerar receita adicional para os territórios. Entre os não residentes, 95% viajou especificamente para assistir aos concertos, enquanto 94% dos espetadores participou acompanhado por parceiros ou familiares, potenciando o consumo coletivo na restauração e no comércio local.

O estudo detalha ainda a distribuição dos gastos: deslocações representaram, em média, 24,1 euros, alimentação 22,5 euros e alojamento 62,6 euros por noite, com estadias médias de 2,38 noites. As despesas complementares em compras e atividades culturais e de lazer somaram, em média, 34,3 e 27,9 euros, respetivamente. Entre os residentes, o consumo concentrou-se maioritariamente em alimentação (11,7 euros por pessoa) e deslocações (6,9 euros).

Apesar do elevado impacto, os dados indicam potencial de crescimento, já que a maioria dos visitantes não residentes não pernoita na cidade do concerto. “Os concertos podem funcionar como ponto de partida para experiências mais completas e integradas, capazes de reforçar a atratividade das cidades e criar novas dinâmicas económicas à volta da cultura”, afirmam as autoras do estudo.

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No que diz respeito à comunicação dos eventos, as redes sociais desempenham papel central: 47% dos participantes tomou conhecimento dos concertos através de canais digitais, superando meios tradicionais como publicidade local (16%) ou recomendações de amigos e familiares (14%).

Os resultados destacam o potencial estratégico da música ao vivo na afirmação territorial: quando transformados em experiências integradas, os concertos aumentam a permanência dos visitantes, o consumo local e a ligação emocional ao destino, contribuindo para o desenvolvimento económico e cultural das cidades.




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