Um estudo recente revelou que a Geração Z prefere consumir conteúdo animado em vez de conteúdo sexual. O relatório anual Teens and Screens, realizado pelo Centro para Académicos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), entrevistou 1.500 jovens norte-americanos entre os 10 e os 24 anos, e os resultados destacaram algumas tendências marcantes no consumo desta geração.
A Geração Z, composta por indivíduos nascidos entre os anos 90 e o início dos anos 2010, cresceu em plena era digital, com acesso constante à internet e uma forte presença nas redes sociais. Por ser nativa digital, esta geração valoriza mais as experiências do que os bens materiais e tende a preferir marcas que tenham um propósito claro, que sejam transparentes e que reflitam valores éticos e sociais.
O estudo revelou que a maioria dos jovens (60,9%) prefere ver relações românticas representadas mais pela amizade do que pelo sexo, com 48,4% dos entrevistados a considerar que há “demasiado sexo e conteúdo sexual” na televisão e no cinema. Isso mostra uma clara rejeição ao excesso de sexualização e um desejo de ver representações mais autênticas e equilibradas das relações humanas.
Além disso, os jovens entrevistados demonstraram desinteresse pelos clichês tradicionais, como as relações tóxicas e os triângulos amorosos, considerados entre os temas mais aborrecidos. Aproximadamente 32% preferem histórias com as quais se possam identificar, em vez de enredos fantasiosos ou irreais.
Outro dado relevante foi o crescente interesse pela animação. O número de jovens que preferem conteúdo animado em vez de ação ao vivo aumentou de 42% em 2024 para 48,5% este ano, refletindo uma mudança nas preferências de entretenimento. Este fenómeno pode ser explicado pelo apelo da animação em apresentar histórias mais criativas e inovadoras, permitindo uma maior liberdade na criação de mundos e personagens.
A Geração Z está a redefinir o consumo de conteúdo na era digital, rejeitando estereótipos e procurando representações mais inclusivas, diversificadas e autênticas. A preferência por animação e o desejo de ver menos conteúdo sexualizado nas relações são sinais claros de uma mudança nas expectativas dos jovens em relação ao que consomem.












