A Sotheby’s vai colocar em leilão, a 18 de novembro, em Nova Iorque, 12 obras de arte impressionista e pós-impressionista que, no conjunto, poderão atingir cerca de 395 milhões de euros. As peças pertencem à coleção privada Blaquier-Arrieta e algumas não são vistas em público há mais de 50 anos.
Entre os destaques está “Châtaigniers en fleurs”, de Vincent van Gogh, avaliado em cerca de 158 milhões de euros. Pintado em 1890, nos últimos meses de vida do artista, o quadro é um dos poucos grandes paisagens de Auvers-sur-Oise que permanecem em mãos privadas.
Outro dos lotes de maior valor é “Arlequin”, de Paul Cézanne, com uma estimativa de cerca de 105 milhões de euros. A obra, realizada entre 1888 e 1890, é uma das quatro pinturas de arlequins da série e a única que continua numa coleção privada.
A venda inclui ainda trabalhos de Claude Monet, Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir, Camille Pissarro, Henri de Toulouse-Lautrec e Paul Gauguin, permitindo acompanhar, através de uma única coleção, a evolução da pintura moderna desde o impressionismo até ao fauvismo.
A coleção foi construída a partir da década de 1960 pelo casal argentino Carlos Pedro Blaquier e Nelly Arrieta de Blaquier, que adquiriram várias das obras a importantes galerias internacionais. Algumas passaram anteriormente pelas mãos de colecionadores e galeristas históricos, incluindo membros da família Rothschild.
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