A fundadora da marca de perfumes Jo Malone está envolvida numa disputa legal sobre o uso do seu próprio nome, tendo agora reagido à polémica. Segundo a BBC, a empresária britânica está a contestar ações judiciais relacionadas com a utilização do nome “Jo Malone” numa nova linha de fragrâncias, depois de ter vendido a sua marca original à Estée Lauder há vários anos.
Após vender a marca Jo Malone London em 1999, a empresária ficou impedida de usar o seu próprio nome em produtos concorrentes, que permanece sob controlo da Estée Lauder, que detém os direitos comerciais associados. Jo Malone lançou entretanto uma nova insígnia, a Jo Loves, mas a utilização do nome Malone em determinadas embalagens tem sido alvo de contestação.
Jo Malone disse esperar que “o bom senso prevaleça”, em reação à ação judicial movida contra si e a Zara pela Estée Lauder por violação de marca registrada e quebra de contrato e que reivindica uma indemnização superior a 200 mil libras (cerca de 230 mil euros). Na primeira vez que falou sobre este processo, Malone disse estar “muito surpresa e muito triste”.
A empresária questiona ainda o porquê de o processo ter sido movido agora, quando a colaboração com a Zara foi lançada em 2019. Nos termos do acordo de 1999, Malone concordou em não usar o nome “Jo Malone” para fins comerciais, incluindo a comercialização de fragrâncias e perfumes, algo de que Malone já afirmou estar arrependida.
“Espero que o bom senso prevaleça e que encontremos uma nova e diferente maneira de trabalhar no mesmo mercado”, disse no vídeo, onde afirma estar disposta a defender a sua posição na justiça.














