Estas cerejas não iam chegar às lojas. A Moreno encontrou-lhes outro destino

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18/08/2026
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Estas cerejas não iam chegar às lojas. A Moreno encontrou-lhes outro destino

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Nem todas as cerejas chegam ao consumidor, com algumas a ficarem de fora por razões tão simples como o calibre, a aparência ou outros critérios de seleção comercial. Mas estar fora do padrão definido pelo mercado não significa que a fruta tenha perdido qualidade ou potencial gastronómico. É a partir dessa ideia que a Moreno, marca da Casa Mendes Gonçalves (dona da Paladin) dedicada ao universo dos vinagres, apresenta o novo Creme Balsâmico de Cereja do Fundão.

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Desenvolvido em parceria com a Cerfundão, o produto utiliza cereja do Fundão com certificação IGP (Indicação Geográfica Protegida) que não reúne os requisitos necessários para ser comercializada em fresco. A estratégia passa, assim, por transformar uma matéria-prima que poderia ficar sem utilização numa nova referência com valor acrescentado e identidade própria.

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A lógica de aproveitamento vai, segundo a marca, além da simples utilização da fruta, uma vez que a produção procura valorizar a cereja na sua totalidade, incluindo caroços e pedúnculos, numa abordagem que pretende contribuir para a redução do desperdício alimentar e para uma utilização mais eficiente da matéria-prima.

Da fruta “fora do padrão” a ingrediente gastronómico

A escolha da Cereja do Fundão não é, contudo, apenas uma questão de aproveitamento. Reconhecida pela sua ligação ao território e pelo seu perfil aromático, a fruta é utilizada pela Moreno como ponto de partida para explorar uma utilização menos convencional do vinagre.

O novo Creme Balsâmico foi pensado para ter aplicações que vão muito além da utilização tradicional do vinagre, podendo ser utilizado em tábuas de queijos, saladas, carnes e aperitivos, mas também em propostas mais inesperadas, como gelados e outras sobremesas.

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A ambição da Moreno passa precisamente por posicionar o vinagre como um ingrediente capaz de acrescentar equilíbrio, profundidade, alguma doçura e complexidade às receitas. “Queremos continuar a mostrar que o vinagre pode ser um produto com identidade, sofisticação e valor gastronómico. O Creme Balsâmico de Cereja do Fundão nasce de uma matéria-prima portuguesa de excelência e permite-nos valorizar cerejas que, por critérios comerciais, não seguiriam para venda em fresco, mas que mantêm todo o seu potencial. É uma forma de criar valor a partir da origem, respeitando o ingrediente e dando-lhe uma nova expressão na cozinha”, diz Margarida Salgueiro, brand manager de Moreno, citada em comunicado.

A aposta na Cereja do Fundão insere-se numa estratégia mais ampla da Moreno de valorização de ingredientes e matérias-primas nacionais. A marca conta já com referências como o Vinagre de Moscatel de Setúbal, produzido a partir de vinhos da casta Moscatel de Setúbal, e o Vinagre Balsâmico e Creme Balsâmico de Pera Rocha, que recorrem à pera Rocha do Oeste.

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