“Estamos muito à frente do calendário que delineámos para o Now”. Canal acredita que está “destinado à liderança”

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Rafael Ascensão
17/06/2026
16:04
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Rafael Ascensão
17/06/2026
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Lançado a 17 de junho de 2024 pela Medialivre, o canal de informação Now assinala o segundo aniversário com audiências em crescimento, uma identidade editorial consolidada e uma ambição assumida de chegar à liderança do segmento. “Estamos muito à frente do calendário que delineámos e, a cada dia que passa, estou cada vez mais convicto de que o Now está destinado à liderança do segmento”, afirma Carlos Rodrigues, diretor-geral editorial da Medialivre, em entrevista à Marketeer.

O balanço dos dois primeiros anos do Now é muito positivo e ultrapassa as minhas melhores expectativas. Em dois anos, o canal Now atingiu um patamar de relevância que lhe permite marcar a atualidade no tratamento dos temas de internacional, de política, de economia e do desporto. O Now faz notícia, atrai protagonistas de referência. É um projeto informativo essencial para a democracia, e que enriquece a vida pública nacional, encontrando novos públicos para a televisão por cabo e para as notícias”, acrescenta.

Esta convicção surge sustentada pelos resultados alcançados nos últimos dois anos, com o responsável a apontar que a audiência diária do Now cresceu mais de 44% no segundo ano de atividade face ao período de arranque das emissões, enquanto o crescimento no horário nobre atingiu os 49%. “Temos, por isso, tanto caminho feito. Mas sabemos que falta outro tanto, e o facto de liderarmos o segmento em cada vez mais horários é, sobretudo, um estímulo. Nesta empresa, só festejamos a liderança, jamais os crescimentos”, diz.

Em maio, segundo uma análise da Universal McCann, o Now foi o único entre os canais de informação a ter registado crescimento face ao mês anterior, tendo crescido 0,1 pontos percentuais para um share 1,8% e aproximando-se assim da líder CNN Portugal (2,3%) e da SIC Notícias (2,2%), que recuaram, por sua vez, 0,4 e 0,3 pontos percentuais, respetivamente. O canal da Medialivre voltou assim a ficar à frente da RTP Notícias que, sem variações, registou um share de 0,9%.

Apesar de continuar atrás da CNN Portugal e da SIC Notícias, o canal tem vindo assim a encurtar distâncias num mercado dominado por operadores mais antigos, sendo que para Carlos Rodrigues, o crescimento não resulta apenas da transferência de espectadores dos canais concorrentes, até porque uma parte da estratégia passou sempre por recuperar públicos que se tinham afastado da televisão linear.

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“Desde o início que definimos como objetivo trazermos de volta ao consumo televisivo uma fatia de espetadores que, por alguma razão, se foram afastando da televisão linear. O nosso crescimento constante é indício de que o estamos a conseguir. Simultaneamente, tomamos boa nota de que muitos espectadores que estavam com os nossos concorrentes se deslocam para o Now“, aponta o responsável.

Canais concorrentes “reagiram como puderam”

Carlos Rodrigues considera mesmo que o aparecimento do canal obrigou a uma adaptação por parte dos restantes operadores, que “reagiram como puderam”, nomeadamente através da cópia. “Não considero que seja possível, em televisão, falar de imitação ou de cópia, pelo que não levamos a mal quando verificamos que tanto a CNN como a SIC Notícias adequaram a sua oferta àquilo que trouxemos de novo. Em vez de ficarmos magoados quando somos alvo de cópia, olhamos para isso como um elogio e um incentivo a continuarmos a inovar”, aponta.

Mas o Now tem também procurado desde o seu lançamento posicionar-se de forma distinta não apenas face aos restantes canais de informação, mas também em relação à própria CMTV, com quem partilha o universo Medialivre. Carlos Rodrigues rejeita que haja canibalização de audiências, apontando que a diferenciação para conseguir uma complementariedade entre os canais foi desenhada de raiz.

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O Now foi criado para comunicar e para ir ao encontro de um público diferente do da CMTV. Quando trabalhávamos para o lançamento do Now, em diálogo com os nossos colegas da direção comercial e de marketing, percebemos que havia determinadas faixas de público que mereciam mais atenção por parte dos nossos projetos televisivos, com quem comunicávamos com maior dificuldade. Decidimos criar o Now com este ADN para irmos ao seu encontro, ao encontro de públicos diferenciados. Se há matéria hoje consensual no mercado é que não existe qualquer confusão entre o Now e os outros projetos televisivos da Medialivre“, descreve.

Aliás, alvo de destaque por parte do diretor-geral editorial da Medialivre é a capacidade demonstrada pelo Now de “atrair um público diferenciado, urbano e qualificado“. “Isso mostra como o plano inicial que tínhamos para o canal estava certo: fazer uma informação de qualidade, com temáticas e analistas de referência”, refere.

Questionado sobre os atributos que melhor definem hoje a marca Now, Carlos Rodrigues não hesita em apontar “confiança e energia”. A confiança resulta, diz, da relação construída com os espectadores e da convicção de que estes reconhecem o valor da proposta editorial do canal, enquanto a energia se traduz na dinâmica da emissão e da programação.

Apesar da aposta em novas plataformas e da crescente fragmentação dos consumos mediáticos, Carlos Rodrigues garante que a prioridade do canal continua a ser a televisão linear. “Não desfocamos: sabemos qual o caminho a fazer no ecrã e não nos desviaremos dele”, assegura. Isso não significa, contudo, ignorar a dimensão digital, com o responsável a referir que o grupo está a trabalhar formas complementares de chegar a públicos mais jovens e tecnologicamente exigentes, embora sem comprometer o foco principal do projeto.

Para já, o objetivo mantém-se inalterado: continuar a crescer gradualmente até atingir a liderança. “Olhamos para o nosso trabalho segundo a segundo, hora a hora, dia a dia. Passo a passo, chegaremos à liderança do segmento”, afirma, com a celebração dos dois anos do Now a surgir, assim, menos como um ponto de chegada e mais como uma etapa intermédia até porque, segundo as palavras do próprio Carlos Rodrigues, “há cada vez mais Now nas televisões em Portugal”.

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