Esqueça os diamantes tradicionais: há uma nova alternativa a brilhar e a conquistar os portugueses

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26/07/2026
12:04
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Esqueça os diamantes tradicionais: há uma nova alternativa a brilhar e a conquistar os portugueses

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Os diamantes produzidos em laboratório estão a ganhar cada vez mais espaço no mercado europeu e Portugal surge entre os países onde esta tendência mais cresce. Dados divulgados pela Catawiki revelam que os compradores portugueses adquiriram quase o triplo de joias com este tipo de diamantes no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, confirmando uma mudança nos hábitos de consumo de luxo.

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Só em junho, o número de compras realizadas por portugueses aumentou 135% em comparação com o mesmo mês de 2025, a maior subida registada entre os principais mercados da plataforma de compra e venda de objetos especiais.

A tendência acompanha a evolução do mercado europeu, onde os diamantes produzidos em laboratório estão a consolidar-se como uma alternativa cada vez mais procurada. Desde que a Catawiki lançou esta categoria, em 2024, as vendas cresceram mais de 5.500% e as pesquisas pelos chamados “diamantes de laboratório” aumentaram mais de 500%.

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Segundo a plataforma, estes diamantes estão a conquistar sobretudo uma nova geração de consumidores, que privilegia o design, a dimensão das pedras e a relação entre qualidade e preço, sem encarar necessariamente a joia como um investimento.

“O maior equívoco é pensar que os diamantes produzidos em laboratório são falsos. Na realidade, têm as mesmas propriedades físicas, químicas e óticas dos diamantes naturais. O que muda é apenas a sua origem“, explica Chumeng Weng, especialista em joalharia da Catawiki, citado em comunicado.

Produzidos através de processos tecnológicos que replicam as condições naturais de formação dos diamantes, apresentam a mesma dureza, brilho e resistência das pedras extraídas das minas, mas chegam ao mercado por valores significativamente mais baixos.

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Essa diferença de preço está também a alterar o perfil das compras. De acordo com a Catawiki, os consumidores optam cada vez mais por pedras de maiores dimensões e por joias mais marcantes, como anéis de grandes quilates, colares ou tennis bracelets, uma tendência impulsionada também pelas redes sociais e pela popularização de estilos vistos em celebridades e passadeiras vermelhas.

A plataforma sublinha, contudo, que o crescimento desta categoria não está a substituir os diamantes naturais. Pelo contrário, ambas coexistem no mercado. Enquanto os diamantes naturais continuam associados à raridade e ao investimento, os produzidos em laboratório são vistos sobretudo como uma forma mais acessível de entrar no universo da joalharia de luxo.

Os especialistas recomendam, ainda assim, que os consumidores verifiquem sempre a certificação das pedras, tal como acontece com os diamantes naturais. Certificados emitidos por entidades como a GIA, IGI ou HRD garantem uma avaliação independente das características e da qualidade de cada diamante.

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Com previsões que apontam para um mercado europeu superior a 10 mil milhões de dólares já este ano e um crescimento anual acima dos 12%, tudo indica que os diamantes produzidos em laboratório estão a deixar de ser uma tendência de nicho para se afirmarem como uma categoria cada vez mais relevante no setor da joalharia.




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