Nunca dê acesso total da sua galeria às apps. Especialistas revelam o risco escondido que pode afetar a sua privacidade

FacebookNotícias
Marketeer
19/04/2026
19:00
FacebookNotícias
Marketeer
19/04/2026
19:00
Nunca dê acesso total da sua galeria às apps. Especialistas revelam o risco escondido que pode afetar a sua privacidade

Partilhar

Dar a uma aplicação acesso total à galeria de fotos do telemóvel pode parecer um gesto inofensivo – e até conveniente – mas especialistas em segurança digital garantem que é uma das permissões mais perigosas que um utilizador pode conceder. Segundo o HuffPost, permitir que uma app visualize toda a câmara do dispositivo abre a porta a riscos que vão muito além da partilha acidental de imagens.

Escolha a Marketeer como fonte preferida no Google Escolher ›

A razão é simples e prende-se com o facto de a galeria de fotos ser um dos repositórios mais sensíveis do telemóvel. Para além de memórias pessoais, contém frequentemente documentos fotografados, como cartões de crédito, passaportes, bilhetes de identidade ou capturas de ecrã com dados privados. Como explica Thorin Klosowski, da Electronic Frontier Foundation, “quando se limita o acesso a apenas algumas fotos, protege-se de uploads acidentais e a impedir que a app veja mais do que se quer”.

E o risco não é apenas teórico, pois já em 2023 investigadores descobriram aplicações que varriam automaticamente as galerias dos utilizadores à procura de frases de recuperação de carteiras de criptomoedas, um tipo de informação que permite roubar fundos digitais. Tanto a Google como a Apple acabaram por remover essas apps das suas lojas, mas o episódio mostrou a vulnerabilidade da permissão de acesso total.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

O artigo do HuffPost recorda ainda que a Meta tem um histórico de práticas que preocupam especialistas em privacidade, depois de em 2022 o Facebook ter entregue às autoridades norte‑americanas mensagens privadas de uma mãe e filha envolvidas num caso de aborto, exemplo que, segundo Will Owen, do Surveillance Technology Oversight Project, demonstra como a empresa “está disposta a partilhar dados com a polícia”.

Mais recentemente, o Facebook testou uma funcionalidade que pedia acesso à galeria para sugerir versões editadas por IA das fotos dos utilizadores. Ao aceitar, os utilizadores estavam também a permitir que a Meta analisasse imagens e características faciais, o que gerou uma forte reação negativa e que levou a funcionalidade a ser descontinuada.

E para além dos riscos de exploração maliciosa, há também o perigo de erro humano, com Klosowski a afirmar ter visto “inúmeros casos de pessoas que carregaram a biblioteca inteira por engano” devido a prompts confusos das apps. Ao limitar o acesso, o utilizador é obrigado a selecionar manualmente cada foto, um processo menos fluido, mas que funciona como uma barreira de segurança.

Continue a ler após a publicidade

Recomendações práticas

  • Nunca conceder acesso total à galeria, exceto quando estritamente necessário.
  • Selecionar apenas as fotos específicas que se pretende carregar.
  • Rever permissões regularmente nas definições do telemóvel.
  • Desativar sugestões automáticas de partilha ou edição baseadas na galeria.
  • Desconfiar de apps que pedem acesso total sem necessidade funcional clara.



Subscrever newsletter



Notícias Relacionadas

Ver Mais