A Geração X, composta por pessoas nascidas entre 1965 e 1979, tem vindo a assumir-se como um segmento crucial para o mercado, posicionando-se entre os millennials digitais e os boomers mais tradicionais. Conhecida pelo equilíbrio financeiro, prudência e capacidade de adaptação tecnológica, esta geração surge como a “ponte” invisível mas poderosa que sustenta o consumo.
Dados recentes publicados pela merca20 indicam que cerca de 24% da população adulta se enquadra nesta faixa etária. Trata-se de um grupo com elevada estabilidade económica, responsável por famílias nucleares ou multigeracionais e com rendimentos altos. Mais de 80% residem em habitação própria, e muitos equilibram a gestão de filhos adolescentes ou universitários com a atenção a pais idosos, refletindo um papel multigeracional marcante.
O consumo da Geração X é orientado por valores claros: estabilidade, honestidade e segurança predominam sobre o desejo de status ou ostentação. “Apenas 34% consideram o sucesso material como um objetivo central, abaixo da média nacional, enquanto a grande maioria procura manter uma vida equilibrada e financeiramente segura”, pode ler-se, pelo que “este perfil traduz-se num consumo mais racional e menos sujeito a modismos, o que torna este grupo especialmente relevante para marcas que apostam em confiança e longevidade da relação com o cliente.
Em termos de interesses, esta geração destaca-se pela curiosidade intelectual e pelo pragmatismo. “Entre as áreas preferidas estão cinema, televisão e música, ciência e tecnologia, finanças e economia, e história, um perfil reflete consumidores informados, que valorizam produtos e serviços com utilidade concreta, conhecimento ou valor educativo”.
Embora não tenham crescido com a internet, a Geração X adaptou-se rapidamente ao ambiente digital. “Cerca de 81% consomem regularmente vídeos online, 62% ainda ouvem rádio, um hábito menos comum nos millennials, e 51% consultam notícias na internet. Nas redes sociais, predominam o Facebook (95%), o YouTube (83%) e o Instagram (66%), com menor adesão ao TikTok (34%) e LinkedIn (22%). Este comportamento híbrido torna-os um público-alvo ideal para campanhas multicanal, combinando meios digitais e tradicionais”, escreve o merca20.
A memória publicitária também é forte nesta geração, tanto em plataformas digitais como em meios físicos, com cerca de 59% recordam anúncios em portais de vídeo, 51% em redes sociais e 41% em motores de busca. Em termos de meios tradicionais, 64% lembram-se de anúncios na televisão, 56% em lojas físicas e 41% no rádio, destacando a importância de uma estratégia que combine confiança e visibilidade.













