Em 2018 o que muda?

Texto de André Alves, Digital & Web Development Specialist da Católica Lisbon School of Business and Economics

Findo o ano de 2017 é possível elaborar uma análise de performance da presença dos conteúdos portugueses na world wide web e com isso aferir algumas tendências para 2018.

A comunicação online e as suas funcionalidades para as empresas foi um tema amplamente discutido em praticamente todas as conferências tecnológicas que tiveram lugar em Portugal no ano passado.

O que deve ser identificado como uma boa estratégia, que Key Performance Indicators são vitais para a organização e quais são as boas práticas de search engine optimization que se devem ter em conta são (e continuarão a ser) ex-libris da comunicação para 2018.

No entanto, como diria Albert Einstein – famoso físico teórico alemão -, “a distinção entre o passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente” o que indica que não se pode esquecer o passado para se traçar objectivos para o futuro.

Se analisarmos um estudo da Marketest realizado em Outubro de 2017, o grupo de sites mais visitado em Portugal foi o dos que pertencem ao Global Media Group com um total de 67 milhões de visitas. As keywords mais pesquisas foram “salvador” e “sobral” o que permite aferir que a estrela do Festival da Canção fez as delícias do público português transformando-se num “hot topic” do ano de 2017. Por fim, o blog do ano, eleito pela televisão privada portuguesa TVI , foi o “Bumba na Fofinha”.

Todos estes resultados são visíveis através de parcerias, campanhas, conteúdos e um esforço acrescido no que é orgânico e que potencia os sites – search engine optimization. A estratégia de usar uma funcionalidade que não acarreta mais custos e que eleva os sites nos rankings da Google continua a ser a mais apetecível por parte das organizações.

Com a ajuda de Rand Fishkin, fundador da MOZ, plataforma de análise de SEO, é possível aferir as tendências que vão imperar no ecossistema digital deste novo ano.

A Google vai continuar a dominar o mercado de pesquisa, já que teve uma subida de 3,4%, quando comparados dados de Outubro de 2016 e Maio de 2017. No mesmo período conseguimos verificar que o Youtube subiu 0,2%, e a Amazon 0,1%. É importante referir que entidades como Facebook, Yahoo, Reddit e Bing desceram na escolha dos utilizadores que, agora, preferem explorar outras plataformas emergentes no mercado internacional.

Em relação aos dispositivos móveis, é de referir que no mercado de CTR (taxa de cliques) ainda existe uma possibilidade de crescimento na ordem dos 57,1%, visto ser esta a percentagem de utilizadores que não clica em nenhum link disponibilizado pelos seus smartphones.

Em 2017 já existiam vários spots onde se poderia usar SEO e para 2018 esta tendência não se altera, já que a tendência é crescer. Pode-se ter conteúdos relevantes em livros, pesquisas semelhantes, no search suggest, sitelinks, entre outros, que poderão potenciar os consumidores a encontrarem o seu site.

A aposta que se prevê para este ano é que cada vez mais os utilizadores privilegiem conteúdos relevantes em prol de apenas conteúdos. Sabendo deste facto, a Google prefere acrescentar valor a longo-prazo com resultados de respostas cada vez mais rápidos (ainda mais) e com conteúdos que sejam exactamente aquilo de que o utilizador necessita. Não interessa colocar várias respostas a uma simples pergunta se nenhuma daquelas informações importar. Passou-se de perguntas estáticas e de resultados fixos para uma funcionalidade onde a Google sabe, ou tenta saber com quase 100% de eficácia, o que é importante para o consumidor.

Neste cenário a pergunta que se deve colocar é: quais são as 8 áreas que promovem o algoritmo do Google?

  • Conteúdo;
  • Links;
  • Satisfação das respostas colocados pelos utilizadores;
  • Keywords;
  • Qualidade do domínio;
  • User Experience;
  • Technical & Crawl;
  • Personalização.

Para este ano é importante identificar o motivo pelo qual não está na primeira página, colocar tags que identifiquem conteúdo, palavras-chave que sejam identificadores do produto/serviço, colocar mais links para gerar tráfego e que forneçam respostas eficientes e eficazes a quem questiona.

Gerar conteúdo qualificado em vez de gerar conteúdo apenas é uma das premissas que começou em 2017 e que vai crescer (ainda mais) neste novo ano.

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