EDP revela forte aposta em renováveis no Media Day

edplogo3Aposta significativa nas energias renováveis, aumento da independência energética externa, redução das emissões de CO2 e reforço da eficiência foram alguns dos aspectos realçados no Media Day da EDP que ocorreu ontem.

João Manso Neto, administrador executivo da EDP, a cargo de quem ficou a primeira apresentação da manhã, falou sobre a primeira política energética numa perspectiva de produção nacional, referindo que a transposição para Portugal da política preconizada pelo Pacote Energia-Clima 20/20/20, adoptado pela União Europeia e com objectivos até 2020, levará a um maior equilíbrio no portefólio de produção, à redução da dependência externa e a um aumento do PIB e criação de emprego, podendo a factura energética diminuir em 1.500 milhões de euros por ano. Com estes objectivos em mente, a EDP está a levar a cabo um conjunto de projectos de grande dimensão, com destaque para o maior Plano Nacional de Barragens da Europa, liderado pela energética portuguesa com o envolvimento das comunidades locais.

No âmbito da apresentação de preços e regulação, pôde concluir-se que a médio/longo prazo a componente energética do preço da electricidade tenderá a subir, devido ao aumento dos preços de combustíveis e de CO2, enquanto que a componente regulada assistirá a uma estabilização. A EDP defendeu ainda que um maior peso de renováveis, com um reforço significativo de hídrica, eólica e solar, no mix energético poderá promover a diminuição da dependência externa do país.

António Martins da Costa falou do plano de actuação da EDP Distribuição destacando o investimento feito em redes inteligentes, no âmbito do qual está actualmente em implementação o projecto-piloto InovGrid.

A apresentação sobre a liberalização da comercialização foi da responsabilidade de Jorge Cruz Morais, que realçou as novas condições de competitividade que se aproximam com o fim das tarifas industriais em 2011. No segmento B2C, que mantém a regulação das tarifas, prevê-se uma redução na competitividade da oferta no mercado livre. Foi ainda referida a quota de quase 25% da EDP no segmento de mercado do gás natural livre, onde a energética nacional vende já cerca de 8 TWh anuais ao mercado industrial.

O administrador executivo falou ainda do papel da inovação no sector energético nacional, marcado pela evolução futura de um sistema centralizado para um sistema em redes inteligentes, fundamental na integração de energias renováveis, eficiência energética e mobilidade eléctrica/sustentável.

Ao final da tarde surgiram as tão aguardadas declarações do CEO da EDP, António Mexia que revelou que, apesar do investimento de cerca de 10 mil milhões de euros, feito desde 1997, os resultados da EDP não cresceram em Portugal, mantendo-se o EBITDA com os mesmos valores. As renováveis foram, mais uma vez, um dos focos de atenção, destacando o CEO a importância da substituição de importações por energia nacional e, ainda, o papel da mobilidade eléctrica como um factor decisivo na mudança do mercado. No que respeita ao crescimento futuro da EDP, o Grupo tem optado por investimentos de reforço do perfil de baixo risco e que permitam a criação de opções em novas geografias, como Inglaterra, Itália, Angola ou China, assegurando António Mexia que «a eficiência energética faz parte do nosso modelo de negócio».

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