Economia global das falsificações: milhares de milhões perdidos e empregos comprometidos

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25/02/2026
15:10
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Economia global das falsificações: milhares de milhões perdidos e empregos comprometidos

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A falsificação deixou de ser um fenómeno marginal e limitado ao luxo. Hoje, constitui uma indústria global paralela que afeta o comércio internacional, o emprego formal, a inovação e a segurança do consumidor. De acordo com o relatório Fakes and dupes in consumer goods da Statista, os produtos falsificados representam cerca de 2,3% das importações mundiais, gerando perdas financeiras e estruturais significativas todos os anos.

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Nos Estados Unidos, apenas em 2024, foram apreendidos produtos falsificados no valor de cerca de 4,97 mil milhões de euros, enquanto na União Europeia, em 2023, 152 milhões de artigos foram intercetados nas fronteiras. Estes números evidenciam a dimensão transcontinental do problema, que vai muito além do simples prejuízo económico.

O impacto financeiro afeta sobretudo setores intensivos em mão-de-obra e criatividade. Roupas, calçado e acessórios de couro lideram as perdas, seguidos de cosméticos, produtos farmacêuticos e eletrónica. Na União Europeia, estima-se que mais de 46 mil milhões de euros sejam perdidos anualmente devido a falsificações, com quase 196.000 empregos comprometidos em 2021, dos quais 160.000 na indústria da moda.

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O relatório revela ainda mudanças no comportamento do consumidor: globalmente, 52% admite ter comprado conscientemente produtos falsificados, muitas vezes atraídos pelo preço mais baixo e pelo acesso à estética ou funcionalidade de artigos premium. Entre a geração Z, esta tendência é ainda mais marcada.

Além das perdas diretas, a falsificação provoca efeitos colaterais significativos: redução na arrecadação fiscal, aumento de custos em litígios e proteção de marca, investimento em tecnologias de autenticação e riscos sanitários associados a produtos de qualidade inferior. Nos Estados Unidos, 15% dos consumidores reportaram reações alérgicas a produtos falsificados e 10% necessitaram de cuidados médicos.




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