E se a melhor campanha turística fosse mandar desaparecer? O Centro de Portugal acha que sim

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24/09/2026
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E se a melhor campanha turística fosse mandar desaparecer? O Centro de Portugal acha que sim

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E se a melhor forma de promover um destino fosse mostrar o que acontece quando se desaparece, por momentos, de tudo o resto? É a partir desta ideia que a Lobby Films & Advertising assina a nova campanha do Turismo Centro de Portugal, intitulada “Centro de Portugal. Desapareça um bocadinho”.

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A campanha é composta por 17 filmes, cada um dedicado a uma experiência diferente no território, e tem direção criativa e realização de Telmo Martins. O conceito parte da ideia de que desaparecer num lugar significa mergulhar completamente na experiência que esse espaço proporciona.

Cada filme segue a mesma estrutura — “Um filme. Uma ação. Uma emoção” — e coloca o foco numa experiência concreta, num gesto ou num momento de ligação entre as pessoas e o território. O elemento visual que diferencia a campanha surge precisamente no momento de maior intensidade de cada experiência: as personagens desaparecem. No cenário permanecem apenas as roupas, enquanto o espaço continua intacto. A escolha pretende representar o afastamento temporário das preocupações do quotidiano e a entrega total ao momento. A ausência física das personagens funciona, assim, como metáfora para uma experiência capaz de fazer esquecer, ainda que por breves instantes, tudo o que acontece fora daquele lugar.

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A própria expressão “desapareça” assume um papel central na estratégia criativa. Segundo a Lobby Films & Advertising, a utilização do verbo procura introduzir uma provocação na comunicação turística tradicional e lançar uma pergunta: o que significa realmente desaparecer num lugar? Já o “um bocadinho” acrescenta uma dimensão mais próxima e informal à assinatura. A expressão pretende transmitir a ideia de uma pausa temporária e acessível, convidando o público a permitir-se estar totalmente presente numa experiência. A campanha procura, desta forma, afastar-se de uma abordagem exclusivamente centrada na apresentação de paisagens e pontos turísticos. Em vez disso, coloca as emoções e as experiências vividas no território no centro da narrativa.

 

 

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